segunda-feira, 4 de julho de 2011

Facebook pode lançar videochat em parceria com Skype, diz site

Em vez de lançar a primeira versão do aplicativo para o iPad, fontes afirmam que lançamento envolve melhorias na ferramenta de chat


Em evento na próxima semana, o Facebook pode lançar um novo recurso que permitirá fazer videochamadas por meio do chat do Facebook, numa parceria com o Skype. Segundo fontes do site TechCrunch, a videoconferência funcionará diretamente no 
navegador, integrada ao perfil do usuário no Facebook.



Ontem, em encontro com a imprensa em Seattle (EUA), Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, disse que prepara um lançamento surpreendente para a próxima semana. Hoje, a rede social enviou os convites do evento, que será realizado em 6 de julho. Ícones no convite são mais um indicativo de que a novidade está relacionada ao chat.

Alemanha quer proibir festas convocadas através do Facebook


Os ministros do Interior dos estados federais da Baixa Saxónia, da Renânia Norte Vestefália e da Baviera querem proibir as festas convocadas através das redes sociais, pela facilidade com que se podem tornar ameaças à ordem pública.


A medida partiu de um incidente no início do mês, em Hamburgo, quando uma adolescente marcou a festa do seu 16.o aniversário pelo Facebook. A jovem esqueceu-se de marcar o evento como privado para os seus amigos e a festa surgiu de forma aberta a todos os contactos na rede social. Mais de 1500 pessoas compareceram, sobrelotando o local e provocando distúrbios. Mais de uma centena de polícias tiveram de ser destacados para controlar a multidão. Onze participantes foram mesmo detidos por agressão, danos materiais e resistência às autoridades. Durante o mês de Junho, várias festas organizadas através das redes sociais foram dispersadas pela polícia. Numa delas, em Wuppertal, aonde tinham acorrido 800 pessoas, a polícia deteve 41 participantes. Dezasseis outros ficaram feridos.

Uwe Schünemann, ministro do Interior da Baixa Saxónia, disse ao jornal "Welt am Sonntag" que "quando a segurança e a ordem pública estão ameaçadas as convocatórias de festas através do Facebook devem ser proibidas de antemão". O responsável pelo mesmo ministério no estado da Baviera, Joachim Hermann, considera que um "convite inocente" para uma festa, como a atrás citada, pode tornar-se "um grave problema de segurança" caso não se tomem precauções de privacidade nas redes sociais. O seu homólogo no estado da Renânia Norte Vestefália, Ralf Jäger, defende que, "se existem indícios de perigo para os participantes ou para terceiros em festas convocadas através do Facebook, os responsáveis locais devem proibir o acto".

Schünemann exige que os jovens recebam formação sobre os perigos das redes sociais nas escolas e apelou a que os pais dos anfitriões das festas cubram os custos em caso de perturbações da ordem.

As redes sociais entram no mercado de trabalho



Retweets, comments, likes, trending topics. Palavras que assustam muitos leigos dentro da internet fazem parte do cotidiano de Gisele Rebelo. A publicitária de 24 anos passa a maior parte do seu tempo online, conectada e sempre atenta. A diferença é o que para muitos é sinônimo de lazer para ela significa trabalho. Gisele faz parte de um ramo em ascenção no mercado, a dos analistas de redes sociais, pessoas que plantam ações na web para colher resultados dentro e fora dela.

"Um analista de redes sociais trabalha basicamente com relacionamento, realizando o planejamento e a execução de ações definindo estratégias de como aproximar uma figura pública ou marca do grande público dentro de páginas como Facebook e Orkut", explica.

A publicitária, que já trabalhava com Internet, conta que foi somente a três anos que percebeu as oportunidades que os novos sites de relacionamentos virtuais poderiam trazer. "Em meados de 2009 eu fazia divulgação gratuita de festas, só ganhava brindes e convites, quando fui procurada por uma produtora para divulgar os eventos que ela realizava. Fui contratada via Twitter mesmo, desde então não parei mais", comenta. Atualmente Gisele trabalha com pesquisas de tendências e monitoramento em mídias sociais numa agência da Capital, a Aceita.

O caso de Gisele não é isolado, já que vem crescendo significativamente o número de empresas que adotam as redes como método de comunicação. Segundo um levantamento da Catho, o maior site de classificados de empregos do país, o número de vagas para funções relacionadas às mídias sociais cresceu 140% nos últimos seis meses em comparação a todo o ano passado. Só neste ano, 240 vagas foram anunciadas no site. Os salários podem variar muito (confira o gráfico), mas quem atua na área garante que o retorno financeiro não é o maior atrativo deste tipo de emprego. "A grande gratificação esta em gerenciar um projeto, humanizar uma marca ou produto. Ver que muitas pessoas 'curtiram' o teu trabalho já é uma recompensa", comenta Gisele, em alusão ao famoso botão do Facebook.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vaticano passa a utilizar redes sociais para se comunicar com fiéis


O Vaticano decidiu expor-se de forma direta ao diálogo com a sociedade fazendo uso das redes sociais pelas mãos de uma agência de publicidade espanhola, que criou seu portal multimídia "News.va", inaugurado nesta semana pelo papa Bento XVI.
O papa lançou na terça-feira passada o novo site a partir de um tablet de última geração, ao lado de Gustavo Entrala, membro fundador da agência espanhola, que também pôde presenciar como o papa enviou seu primeiro tweet a partir da conta que o Vaticano abriu no Twitter.
Além disso, ele enviou a mensagem do iPhone de Entrala, que em entrevista coletiva nesta sexta-feira ofereceu detalhes da nova estratégia digital do Vaticano e manifestou seu orgulho pela mensagem enviada por Bento XVI.
"Queridos amigos, acabo de lançar o ''http://www.news.va/en''". Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Com minhas orações e bençãos", dizia no tweet.
No total, meio milhão de usuários já viram essa primeira mensagem do papa no Twitter do Vaticano, que superou os 80 mil seguidores em apenas dois dias.
A empresa espanhola acredita que o papa continuará utilizando este novo canal de comunicação com o envio de alguns tweets que coincidam com datas como Natal e Páscoa e que Bento XVI poderá inclusive criar sua própria conta na rede social.
Além disso, a aposta do Vaticano pelas redes sociais se completou com a abertura de um perfil no Facebook que já conta com cerca de 10 mil amigos, um número ainda distante dos mais de 1,3 bilhão de fiéis com os quais conta atualmente.
O diretor criativo da agência, Carlos García-Hoz, explicou que "News.va" é um portal multimídia no qual se podem ver e escutar as principais notícias, tanto escritas quando transmitidas, dos meios de informação ligados ao Vaticano.
Além disso, a partir dele será possível acompanhar ao vivo alguns dos discursos do papa Bento XVI que forem retransmitidos por estes meios.


Redes sociais e 'twitteratura' aproximam o aluno do professor


Com informações rápidas em 140 caracteres e com uma infinidade de imagens, vídeos e links online, o maior desafio dos educadores atualmente é criar mecanismos que prendam a atenção dos alunos nos conteúdos escolares. Alguns professores perceberam que a solução para conquistar os estudantes é levar a sala de aula para o principal meio de socialização dos jovens: as redes sociais.
Enquanto o professor explica o conteúdo no quadro negro, os alunos recebem pelo microblog Twitter atualizações com links de imagens e vídeos relacionados ao que é ensinado. Depois, os alunos têm a tarefa de buscar informações adicionais e tuitar a descoberta para o educador. Assim, a escola vence as fronteiras da sala de aula e proporciona a estudantes e professores interagirem presencial e virtualmente.
O cenário descrito acima é considerado ideal para José Armando Valente, pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Universidade de Capinas (Unicamp). Segundo ele, é nas redes sociais que os jovens buscam notícias, atualizações e também se relacionam com amigos. Por que não fazer uso deste meio para que eles socializem com os professores e busquem informações sobre os conteúdos aprendidos em sala de aula?
Muitos profissionais decidiram colocar a ideia em prática e acabaram conquistando a atenção dos alunos. É o caso de Roberto Carlos de Souza, professor de literatura que criou um concurso de "twitteratura" na escola Crescer PHD, de Vitória (ES). O projeto, aplicado nas turmas de ensino fundamental, consistia em publicar pequenos contos de 140 caracteres no Twitter. "Antes de realizar a atividade, eu dei duas aulas sobre redes sociais e expliquei a diferença da linguagem e da escrita utilizadas na sala de aula para aquelas usadas nas redes sociais", afirma o educador.
De acordo com o professor, cerca de 80% dos alunos se envolveram com a tarefa proposta e passaram a gostar mais das aulas de português. "Sempre tem aqueles mais tímidos que preferem não participar. Mas a grande maioria adorou", diz. Neste semestre, todos os professores da escola Crescer PHD recebem treinamento para começar a fazer uso do Twitter e do Facebook como ferramentas de contato com os alunos fora da escola. "A ideia é estar sempre à disposição do aluno para tirar dúvidas, principalmente daqueles em fase de Enem e vestibular", conta Souza.
No Centro Educacional Charles Darwin, também de Vitória, a professora de português Erika Maria Saleme de Sá e Mota também está em contato com seus alunos fora dos limites da escola. Ela usa o Twitter para dar dicas de textos, livros, filmes ou para comentar algum conteúdo da semana. Mais do que complementar o que ensina em sala de aula, a professora aproveita as redes sociais para conhecer melhor seus alunos. "Usar as redes sociais é uma forma de me manter conectada com o mundo de meus alunos e, a partir daí, interagir, construir, reconstruir e mostrar a eles que o mundo virtual pode, e deve, ser bem utilizado", diz.
Para especialista, usos das redes sociais ainda é "tímido"
Valente, pesquisador de informática aplicada à educação, explica que ações como do Espírito Santo, infelizmente, são fatos isolados no Brasil. Segundo ele, o que se vê são tentativas frustradas e que, em grande parte, acontecem por falta de preparação dos educadores. "Em geral, o uso ainda é tímido. Normalmente, a única coisa que se vê são professores que criam blogs para complementar um assunto que não foi possível terminar em aula. Mas isso não cria nenhum tipo de interação, participação e interesse por parte dos alunos", opina.
Empresas de diferentes setores já se renderam ao uso do Twitter e Facebook, por ver nesses mecanismos um importante meio de comunicação com os clientes. A pergunta que fica é por que isso ainda não aconteceu nas instituições de ensino. Para Valente, a resposta é "uma mistura de preguiça com medo". Preguiça, pois este tipo de ferramenta de ensino exige uma mudança estrutural na grade curricular da escola e também uma preparação dos educadores. "O currículo que foi desenvolvido para o lápis e papel deve ser repensado para um currículo da era digital. Isso não significa mudar o conteúdo, mas sim como esse material é trabalhado", diz.
Outro fator que barra o uso de tecnologias nos colégios é o medo de fazer uso de algo que os alunos entendem mais que os professores. "No contexto das tecnologias, o aluno pode ser parceiro do professor e, juntos podem construir uma relação produtiva. O professor mantém seu papel de conhecedor do pedagógico, e o aluno, do aspecto tecnológico. Nessa parceria, o professor pode facilmente ir adquirindo conhecimentos que o ajudam a superar essa diferença", afirma Valente.
Estudantes não desejam "misturar" seu meio de socialização com estudos
Por acreditar no uso de tecnologias a favor do ensino, o professor de física Sérgio Lima, do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, criou uma rede social somente para os alunos do ensino médio. Com o nome AprendendoFísica, a rede social coloca professor e estudantes em contato constante. O objetivo é que todos possam tirar dúvidas e dividir links relacionados com a matéria dada em sala de aula.
Lima conta que a ideia de criar uma rede somente para isso veio depois que suas tentativas de usar Twitter e Facebook foram frustradas. "Os jovens não querem postar conteúdos educacionais em seus perfis. Eles não gostam de misturar as coisas", afirma. Mesmo com uma ferramenta exclusiva, ele sente falta de uma participação mais intensa e espontânea por parte dos estudantes. "Eles participam mais nas atividades que valem nota e pouco naquelas que não tem esse incentivo", afirma.
Contudo, Lima não desistiu do uso de blogs e redes sociais. "O que ocorre é uma maior variedade de oportunidades de aprender. Aqueles que, por algum motivo, não conseguem aprender apenas no tempo da escola podem agora, no seu próprio tempo, na interação com outros colegas ou com o conhecimento produzido na rede, captar o que não conseguiram na sala de aula", observa.
Ainda de acordo com Lima, uma escola voltada para a tecnologia, interatividade e redes sociais só será eficaz quando houver uma mudança na forma de pensar o colégio. "Da mesma forma que alguns educadores e diretores de ensino não aceitam essa mudança, estudantes também não a aceitam. Todos enxergam o colégio como um meio de aprendizado que está restrito à sala de aula. Os alunos não se interessam em continuar aprendendo em casa", conclui.

Os quatro erros que levaram o MySpace ao colapso


Falhas eram perceptíveis e mesmo assim não foram corrigidas. Saiba algumas e descubra como a empresa perdeu quinze vezes seu valor em seis anos.
A News Corp. finalmente desistiu do MySpace,vendendo-o à Specific Media, uma companhia de publicidade online.
O tráfego da rede social despencou nos últimos anos, por isso não chega a ser surpreendente a postura da empresa de Rupert Murdoch, que estava ansiosa para livrar-se do portal e seguir em frente. O valor de transação ficou entre 30 e 40 milhões de dólares, bem menor, portanto, do que os 580 milhões usados em 2005 para adquiri-lo pela primeira vez. Foi um longo caminho até o fundo do poço.
Mas o que levou a rede social mais popular de outrora ao retumbante fracasso em apenas seis anos? Separamos quatro erros que eles não corrigiram, apesar dos sucessivos alertas de que algo deveria ser feito.

Spam: você não pode ignorá-lo

Vandalismo, phishing, malware, e spam, obviamente, não foram os únicos problemas do MySpace – muito menos os principais – mas irritavam os usuários. Comentários irrelevantes e perfis fakes eram comuns, as páginas de bandas eram presas fáceis para hackers, e as de grupos eram vítimas constantes de vândalos da rede.
Por não ter conseguido bloquear essas pragas, a News Corp assistiu à sua rede social transformando-se, aos poucos, em um ambiente inóspito.
Mudanças e mais mudanças
Os responsáveis pelo Facebook sabem que os usuários odeiam quando o portal sofre um redesenho e, por isso, alteram pouco a interface da rede social – no máximo, fazem promovem modificações graduais. O MySpace, por outro lado, sempre que se via em apuros, revolucionava seu design. Se o Facebook, que conta com a fidelidade dos usuários, não é ousado nesse sentido, por que seu rival insistia em ser? Achava mesmo que tudo se resolveria ao tirar um ícone aqui para colocá-lo ali?
Navegar não é preciso
Por falar em nova interface, a última do MySpace era uma confusão. Em vez de enfatizar a conexão entre amigos, priorizou a busca por mídias, como músicas, vídeos e games. No entanto, os internautas não têm interesse em procurar conteúdo nas redes sociais, prefere que ele venha até eles.
Veja o Facebook e o Twitter, por exemplo. A vantagem é que as novidades e informações chegam naturalmente. Quando uma página é recomendada, uma notícia, compartilhada, uma música, curtida, o dado chega diretamente ao usuário sem qualquer esforço. A ideia de fazer do MySpace um centro onde novos virais seriam descobertos estava fadada a fracassar desde o começo.
Crianças
Crianças e jovens podem ser uma mina de ouro para a publicidade direcionada, mas não se pode depender deles, afinal, um dia eles crescem. O Facebook entendeu cedo isso e, lentamente, foi expandindo sua audiência a adultos, pessoas já no mercado de trabalho ou, mesmo, fora dele – o público da terceira idade é o que mais cresce.
O MySpace nunca deixou de ser um espaço freqüentado exclusivamente por jovens e, uma vez que eles ficaram adultos, a nova geração, em vez de seguir o mesmo caminho, foi direto para o Facebook.
(Jared Newman)