sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Facebook oferece vagas de emprego no Brasil. Google também tem vagas



Mark Zuckerberg, o universitário de Harvard que criou o Facebook em 2004 e é hoje um dos mais jovens bilionários do mundo, teria torcido o nariz para a publicidade nas páginas de sua rede social o quanto pôde, segundo os principais relatos sobre os bastidores do nascimento do site. Hoje, essa fase parece folclore. O Facebook, maior site do tipo no mundo, com mais de 700 milhões de usuários, acaba de oficializar a abertura de seu escritório em São Paulo, voltado justamente àquilo que, a princípio, soava como a própria encarnação do mal: captar parcerias junto a empresas interessadas em anunciar no site. O foco é transformar em dinheiro a impressionante taxa de crescimento do Facebook no país: hoje são 25 milhões de brasileiros que adotaram o verbo “facebucar”. No ano passado, eram 6 milhões.
Na esteira desse crescimento, vem a ação do novo escritório, na Vila Olímpia, na capital paulista. O vice-presidente da empresa na América Latina, Alexandre Hohagen, ex-Google, diz que se envolve pessoalmente na contratação de cada uma das novas vagas, desde que vestiu a camisa do Face, em fevereiro. Até essa quinta-feira, a página oficial de Carreiras do site indicava que sete novas vagas estão à espera de candidatos. “Mas, dependendo do crescimento dos negócios, esse número tende a aumentar bastante”, confia Hohagen. As vagas são para postos de administração, publicidade, vendas, finanças e comunicação . Os requisitos são severos. Para alguns postos de gerência são exigidos mínimo de 10 anos de experiência.

Tais exigências funcionam, segundo Hohagen, mais como filtro inicial: “Damos mais ênfase ao perfil do candidato do que à formação, propriamente dita. É importante que a pessoa tenha facilidade com o ramo de tecnologia, e se adapte à cultura de uma empresa em fase inicial de operações, com perfil colaborador, entusiamo pela companhia, acredite no produto e esteja disposta a fazer um pouco de tudo, nessa fase inicial onde é impossível ficar exatamente focado na sua função”.
O Facebook anunciou que o time local vai dar suporte às empresas brasileiras, ajudando-as a se conectar com os usuários, “tornando suas marcas mais sociais”. O f-commerce, como tem sido chamada essa atuação das marcas no ambiente do Face, é tendência que tem mudado paradigmas do comércio eletrônico. Até então, a presença dessas marcas no site era gerenciada por empresa terceirizada.

EM BH Enquanto isso, o centro de pesquisa e desenvolvimento do Google de Belo Horizonte também está com vagas abertas, assim como a unidade administrativa da gigante, em São Paulo. Ao todo são 11 vagas. Em reação à afirmação da presença da concorrente no país, a empresa parece não se assustar. “Esse contato local para captar empresas parceiras é algo que já fazemos há seis anos”, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil. Segundo ele, o Google , projeto do Google que bate de frente com o Facebook, embora a empresa teoricamente negue esse propósito, ainda não capta anúncios: “É natural começar o projeto sentindo como os usuários vão se apropriar da ferramenta, para depois encontrar maneira de capitalizar”.

Publicidade de médicos fica mais restrita nas redes sociais em 2012


A propaganda, o uso das redes sociais e as entrevistas de médicos e instituições médicas terão novas regras a partir de fevereiro de 2012.
Uma nova resolução --em substituição à anterior, de 2003-- foi divulgada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) na manhã desta quinta-feira. O texto será publicado na edição de amanhã do "Diário Oficial" da União e vale após 180 dias.
Entre as novidades, está a proibição de que associações e sindicatos médicos chancelem produtos que tenham alguma relação com a saúde. Por exemplo, margarinas e sabonetes bactericidas, explica Emmanuel Fortes, conselheiro e vice-presidente do CFM. A nova regra atinge até as embalagens de produtos que tragam selo ou indicação da chancela médica.
"As sociedades têm 180 dias para retirar [a chancela]", diz Fortes.
As redes sociais, embrionárias em 2003, também foram alvo da nova resolução. São permitidas, mas com uma série de restrições que podem inviabilizar sua utilização na propaganda médica.
Nelas o médico não pode, por exemplo, divulgar endereço e telefone do consultório/serviço, anunciar aparelhagem ou técnicas exclusivas para se atribuir capacidade privilegiada ou divulgar anúncios com o nome do médico sem o número do CRM (Conselho Regional de Medicina). Isso vale também para blogs.
Sites de clínicas ou propagandas nas ruas continuam podendo divulgar endereços e contatos dos médicos.
CELEBRIDADES
De forma geral, os médicos ficam proibidos de anunciarem ter uma pós-graduação em área diferente daquela em que fizeram sua especialização acadêmica --por exemplo, dizer que tem especialização em dermatologia quando fez sua residência/especialização acadêmica em cardiologia.
A propaganda em TV, jornal, rádio e internet, os papeis timbrados e placas de propaganda ficam sujeitos a regras muito específicas. Elas incluem a divulgação do nome do médico e de seu CRM (ou os dados do responsável pela instituição), tamanhos mínimos para a divulgação destes dados e, em alguns casos, até a fonte da letra que deve ser usada. Os detalhes podem ser conferidos nos anexos da resolução.
Outro ponto da norma proíbe apresentar nome, imagem ou voz de celebridades para dizer ou sugerir que ela usa ou recomenda determinado serviço.
Segundo Fortes, no entanto, a presença de celebridades não está totalmente vetada nas propagandas médicas. "O ator pode fazer uma propaganda, desde que não haja excesso. A gente não quer que o médico se comprometa com resultados e induza a pessoa a achar que todos ficarão lindos e que todos terão aquele mesmo resultado."
Há ainda uma série de orientações sobre como os médicos devem se portar em entrevistas e eventos públicos --muitas delas já em vigor hoje. O profissional deve, por exemplo, evitar o sensacionalismo e a autopromoção, ficando proibido de divulgar, mesmo em entrevistas, seus contatos. Na definição do CFM, nessas situações, o médico deve "se pautar pelo caráter exclusivo de esclarecimento e educação da sociedade".
A reprovação de algumas condutas, já existente na norma anterior, ganhou reforço. Exemplo do uso do "antes e depois" e a divulgação de informações que causem intranquilidade, mesmo que comprovadas cientificamente --neste caso, a orientação é para que o médico procure com urgência o conselho regional ou o federal de medicina.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

'Twitter' chinês tem mais de 200 milhões de usuários

A gigante da internet Sina.com anunciou nesta quinta-feira que o primeiro serviço de microblogging da China tem mais de 200 milhões de usuários.

O serviço de microblogs Sina Weibo é similar ao Twitter, bloqueado na China. De acordo com aSina.com, o serviço tinha 140 milhões de usuários no fim de abril.

O governo chinês bloqueia as páginas de redes sociais, como Facebook e Twitter, mas alguns usuários parecem ter acesso às mesmas através de redes privadas virtuais ou de servidores proxy.

EUA estão de olho no poder das redes sociais após revoltas

A polícia de Los Angeles quer processar um rapper devido a um tweet que gerou diversas ligações a seus números de emergência, e o metrô de São Francisco cortou o sinal dos celulares para evitar um protesto: as autoridades nos EUA tentam lidar com o recente poder das redes sociais.

Um rapper conhecido como "The Game" supostamente disse no sábado a seus 582.000 seguidores no Twitter que telefonassem a uma determinada delegacia de polícia de Los Angeles e cantassem um rap, o que provocou centenas de ligações a números de emergências durante três horas.

A polícia realiza uma investigação e anunciou que pedirá à promotoria que processe o músico de 31 anos por prejudicar o trabalho dos policiais.

"Não soubemos quanta gente precisava de ajuda e não pude me comunicar porque as linhas estavam saturadas" por culpa desse "flashmob telefônico", disse o capitão Mike Parker, da delegacia do condado de Los Angeles.

Um caso semelhante ocorreu no fim de julho, quando um tweet de um popular DJ conhecido como Kaskade propôs a seus 100.000 seguidores que participassem da premiére de um filme em Hollywood sobre uma festa de música eletrônica. Centenas de pessoas aceitaram o convite e a confusão gerou duas prisões.

E em São Francisco, as autoridades decidiram na semana passada cortar o sinal dos celulares em um de seus sistemas de metrô, conhecido como Bart, para evitar que um protesto organizado pelas redes sociais se propagasse.

O metrô reconheceu em um comunicado que tinha "interrompido temporariamente o serviço (telefônico) em algumas estações, como uma das várias táticas para garantir a segurança" do público.

Essa medida causou a ira do Anonymous, um conhecido grupo de hackers que militam pela liberdade de expressão na internet, e o metrô viu sua página na web "hackeada" durante várias horas no domingo como represália ao corte de sinal.

A fronteira nesses casos entre a liberdade de expressão e o controle das autoridades poderá parecer difusa, mas é "navegável", segundo a Fundação Fronteira Eletrônica (EFF), um órgão de defesa das liberdades na internet.

"Uma página do Twitter é visível ao público e a polícia logicamente tem a autoridade para vigiá-la com o objetivo de detectar crimes", disse à AFP Hanni Fakhoury, advogado da EFF, citando o caso do rapper e a condenação na terça-feira de dois jovens na Grã-Bretanha por incitar atos de violência pelo Facebook.

Mas "controlar as redes sociais é diferente", completou. O apagão telefônico no metrô de São Francisco é exemplo disso: "não acreditamos que a polícia tenha o direito de limitar como as pessoas se comunicam ou quando e onde podem fazê-lo", disse Fakhoury.

No entanto, para a criminologista Casey Jordan, isso está além do que a Constituição poderia ter previsto. "As coisas são diferentes hoje em dia e o fato de as redes sociais terem um papel importante em ações criminais está ficando evidente nos últimos meses", disse à CNN.

De acordo com Shelly Palmer, colunista especializado em tecnologia, o problema que as autoridades enfrentam nesses casos é que as massas da internet não têm um líder, e, portanto, não há forma de tirar a liderança dessas iniciativas.

As redes sociais "são grupos amorfos, que existem em torno de uma ideia, para logo desmembrar-se e voltar a tomar outra forma", escreve Palmer, colunista de um programa sobre tecnologia da NBC Universal, em uma nota em seu blog.

A forma de controlar essas massas, segundo a criminologista Jordan, seria através de uma série de ações e acusações criminais que desestimulassem esse tipo de comentários nas redes sociais, mas a colunista se pergunta como as autoridades poderão controlar um problema do século XXI tomando medidas do século XX.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Yahoo e Facebook testam teoria dos seis graus de separação

Um experimento do Yahoo usando a tecnologia do Facebook quer provar a teoria dos "seis graus de separação", que diz que qualquer pessoa no mundo pode ser contatada por intermédio de, no máximo, seis pessoas. O experimento, chamado de "Small World", quer provar que o mundo é realmente pequeno. "Sociólogos vêm tentando comprovar (ou refutar) esta alegação por décadas, mas ela ainda não foi resolvida. Agora, usando o Facebook, finalmente dispomos de tecnologia para pôr a hipótese à adequada prova científica", afirma o Yahoo.

A teoria surgiu em 1967, quando o sociólogo Stanley Milgram, de Harvard, enviou quase 300 cartas a pessoas escolhidas aleatoriamente em Omaha, Nebraska, nos Estados Unidos, com a instrução de fazer com que a carta chegasse a um mesmo indivíduo "alvo", um corretor de ações de Boston. Foram dadas algumas informações sobre o "alvo"para que, caso os partipantes não o conhecessem pessoalmente, o que era quase impossível, eles pudessem enviar uma carta a alguém que achavam que poderia estar "mais próximo" do alvo do que eles. O resultado do teste apontou que em todas as cadeias que finalmente chegaram ao destino (cerca de 60 das 300 iniciais), o número médio de contatos foi de apenas seis - um resultado que entrou para o folclore na expressão "seis graus de separação"

Muitos questionam a teoria de Milgram, já que grande parte das cartas nunca chegou ao destino, afirmando que a maioria das pessoas não está ligada às outras. "Infelizmente, a ausência de prova não é prova de ausência, e, até agora, não houve maneira de resolver este argumento, de um modo ou de outro. Como o Facebook nos permite saber não só os amigos escolhidos pelos remetentes para enviar suas mensagens, mas também todo o gráfico social dos mais de 750 milhões de usuários, agora podemos testar a hipótese com rigor", afirma o Yahoo no site.

Para participar, o usuário precisa permitir que o aplicativo acesse suas informações do Facebook. A ferramenta vai mostrar um "alvo", com dados como profissão, onde mora e onde estuda. O usuário deve escolher um amigo da sua lista de contatos do Facebook que possa ter algum contato com esse "alvo". Esse amigo receberá as mesmas instruções e é quem deve indicar outra pessoa que possa encontrar o "alvo". "Se todos repassarem as mensagens, sua mensagem chegará ao destino. Quantas etapas serão necessárias? Só há uma maneira de descobrir", diz a ferramenta.

Quem quiser, também pode se tornar um destinário das mensagens, tornando-se uma pessoa-alvo. Para se candidatar, é preciso fornecer algumas informações pessoais. O experimento está disponível no site smallworld.sandbox.yahoo.com.

Facebook bloqueia links para a Google+


A guerra entre o Facebook e a Google+ pela atenção dos usuários continua acirrada. Um vídeo publicado ontem no YouTube por um funcionário do Google mostra como o Facebook bloqueia a publicação de links que levariam seu cliente à rede social do Google.
O vídeo (veja abaixo) mostra, por meio de duas contas diferentes abertas simultaneamente, como uma atualização comum é compartilhada e como o link para o Google+ é omitido. “Eu me pergunto quão generalizado esse problema está”, perguntou o vice-presidente de negócios sociais do Google, Vic Gundotra, ao compartilhar o vídeo em seu perfil no Google+.
A importação de contatos para expandir a rede de conexões do usuário é um recurso comum na guerra de braços entre Facebook e Google. Inicialmente, o Facebook usava a base de contatos de usuários do Gmail para distribuir convites para seu serviço. O recurso foi bloqueado pelo Google.
Em seguida, foi a vez do Migrakut, app que fazia a importação do álbum de fotos do usuário do Orkut para o Facebook, ser desabilitado pelo Google. Por outro lado, o Facebook nunca permitiu que seus usuários fizessem o download de sua base de contatos, e ainda bloqueou o Friend Exporter, plugin que realizava essa operação.
O vídeo abaixo (em inglês) demonstra o bloqueio do compartilhamento de links para o Google+ no Facebook.