quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Facebook é alvo preferido de hackers neste semestre

O mês de agosto foi "atípico" pelas intensas atividades de hackers, que, segundo o relatório mensal do fornecedor de software Eset, tiveram o Facebook como alvo principal.

O Facebook conquistou neste semestre o título de alvo principal das ameaças na rede. Esta é a conclusão do relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Eset, no qual a companhia informa que "apesar da rede social ter melhorado a privacidade e a segurança dos usuários, as medidas adotadas continuam sendo insuficientes".

A primeira grande ameaça enfrentada pela popular rede social se deu pelo comunicado emitido pelo grupo de hackers Anonymous, no qual anunciavam um suposto ataque ao Facebook para o dia 5 de novembro.

Os hackers aproveitaram a notícia, que preocupou os usuários, para enviar mensagens aconselhando-os a protegerem suas contas seguindo uma série de passos, que na realidade acabavam instalando aplicativos prejudiciais aos seus perfis.

A segunda grande ameaça enfrentada pelos usuários do Facebook neste semestre foi o lançamento de um vídeo que continha vários botões de "Like" que ao serem clicados instalavam uma dezena de aplicativos nocivos ao perfil.

O grupo Anonymous também promoveu diversos ataques ao Ministério da Defesa líbio, como forma de denúncia aos crimes do líder Muammar Kadafi, bem como ao site da empresa BlackBerry, após ser divulgado que iria ceder os registros de conversas de seus usuários à Polícia para identificar os instigadores dos tumultos de Londres.

Redes sociais: as melhores para encontrar empregos em TI

Se você está em busca de um emprego em TI, sites podem ajudá-lo a localizar anúncios no setor. Nesses casos, é adequado cadastrar-se no LinkedIn. A rede social é a mais indicada para encontrar vagas em TI porque as empresas que procuram preencher posições abertas usam a ferramenta mais do que qualquer site de rede social.

Segundo pesquisa recente realizada pela Jobvite, provedor de software para rastreamento de recrutamento em redes sociais, quase dois terços (63%) dos anúncios de TI são compartilhados no LinkedIn. No Facebook ,18%, e no Twitter, 17%. O levantamento foi realizado de maio a junho de 2011 com mais de 800 profissionais de RH e de recrutamento.

O LinkedIn também é terreno fértil para localizar posições de gestão de produtos e empregos relacionados à engenharia. No site, há 67% de referências relacionadas a trabalhos de gestão de produtos e 55% em engenharia, de acordo com a Jobvite.

Engenheiros de hardware e de software também não devem fechar os olhos para o Twitter e o Facebook. Essas redes sociais são boas fontes de referências. De acordo com o levantamento, 23% das citações estão relacionadas a trabalhos de engenharia no Twitter e 22% no Facebook.

Tomando como base os dados da Jobvite, os profissionais de TI podem esperar que o Facebook e o Twitter se tornem elementos importantes de pesquisa para localizar emprego. Reforça essa visão o fato de que, de acordo com Jobvite, 55% das companhias entrevistadas usam o Facebook para encontrar candidatos, 47% o Twitter e 40% usam as três fontes.

Globalmente, o número de companhias que utilizam redes sociais como parte da estratégia de recrutamento e de contratação continua a aumentar: 89% das companhias de recrutamento e de RH ouvidas pela Jobvite planejam utilizar as redes sociais em 2011, número acima do registrado em 2010 de 83%.

Organizações continuarão a usar redes sociais para localizar candidatos. Quase dois terços (63%) dos empregadores contrataram com sucesso um colaborador por meio de uma rede social. O número é bem acima daquele registrado em 2010 de apenas 5%. Não surpreendentemente, eles registraram maior sucesso no LinkedIn: 95% encontraram funcionários na rede social. Facebook e Twitter obtiveram menos sucesso, com 24% e 16% respectivamente.

TI e profissionais que executam recrutamento e seleção que desejam usar esses sites para descobrir profissionais devem se certificar de que os perfis são atualizados e não são repleto de informações descenssárias, já que dados da Jobvite mostram que os empregadores estão cada vez mais em busca de perfis dos candidatos on-line antes de efetuar contratações. Quase um em cada dois empregadores, ou seja 45%, dizem que sempre busca perfis dos candidatos na web. Em 2010, era 32%. Quase um terço (2%), ocasionalmente, pesquisa perfis dos candidatos na internet.

Facebook lançará sua própria plataforma musical, diz "CNBC"

A rede social Facebook anunciará o lançamento de seu próprio serviço musical em sua próxima conferência de desenvolvedores, marcada para 22 de setembro, informou nesta quarta-feira o canal de televisão CNBC.

A informação foi lançada pelo jornalista especializado em tecnologia Jon Fortt durante o programa Fast Money Halftime Report, no qual citou uma fonte com conhecimento da decisão, segundo a qual parece "provável" que a empresa não hospedará a música, mas se associará com outras companhias.

"O plano do Facebook é lançar o serviço musical na conferência de desenvolvedores do dia 22 de setembro", disse. A conferência de desenvolvedores do Facebook, chamada f8, será em San Francisco, na Califórnia, e os ingressos já estão à venda.

Nas edições anteriores, a feira chamou a atenção por anunciar algumas das novidades que potencializaram o uso da rede social. No ano passado, por exemplo, o fundador e principal executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou o botão "Like" ("Curtir"), que permite observar os gostos de outros usuários.

Também anunciou a ferramenta "Open Graph", que recompila informação sobre os portais que o usuário navegou recentemente e a mostra tanto no seu perfil do Facebook como em outros lugares da rede. Naquele momento, a rede social contava com 400 milhões de usuários, um número que praticamente duplicou em 2011.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Facebook dá recompensa de até US$ 5 mil para 'caça-bugs'

O Facebook gastou US$ 40 mil (cerca de R$ 63 mil) nos primeiros 21 dias de um programa que oferece recompensa para a descoberta de bugs de segurança e pagará até US$ 5 mil (cerca de R$ 8 mil) para quem conseguir consertar as falhas mais graves de segurança encontradas no site.

Um pesquisador da área de segurança recebeu US$ 7 mil (R$ 11 mil) para consertar seis graves bugs na rede social, por meio do programa batizado de ''caça-bugs''.

O projeto está sendo realizado paralelamente aos programas de segurança tradicionais mantidos pelo Facebook.

O post do blog do chefe do setor de segurança do site, Joe Sullivan, deu algumas informações relativas aos primeiros dias do programa de recompensa.

Segundo o blogueiro, o valor mínimo oferecido para quem oferecer propostas para consertar um bug é de US$ 500 (cerca de R$ 800), mas as falhas mais graves podem gerar uma recompensa de até US$ 5 mil (cerca de R$ 8 mil). Um usuário já teria recebido o valor máximo.

Contribuições

Sullivan comentou que o Facebook conta com equipes de ''caça-bugs'' e usa auditores externos para rastrear o seu código e investigar falhas de segurança ou consertar erros, mas, ainda assim, a rede social recebe regularmente relatos sobre falhas de segurança. O blogueiro estimulou outros especialistas a contribuírem para a rede social.

''Sabemos que existem muitos especialistas em segurança talentosos e bem intencionados em todo o mundo que não trabalham para o Facebook. Criamos o programa de caça-bugs para reconhecer e recompensar estes indíviduos por seus bons trabalhos e para encorajar outros a se juntarem'', escreveu Joe Sullivan.

Muitos cybercriminosos e vândalos vêm tentando obter informações a respeito de usuários de Facebook, muitas vezes por meio de spams ou oferecendo falsas promoções.

Em 2010, o Facebook montou um esquema para lidar com as novas denúncias feitas por especialistas da área de segurança sem vínculo com a rede social.

Os responsáveis pela rede social se comprometeram a não tomar ações judiciais contra quem encontrasse falhas de segurança no site e tentasse consertá-las.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Como Google e Facebook filtram a internet

Para Eli Pariser, cofundador do instituto político Move On, algoritmos usados por sites como Google e Facebook isolam o usuário numa bolha


No dia 4 de dezembro de 2009, o blog do Google publicou um discreto post anunciando mudanças em seu sistema de busca.
O algoritmo PageRank, até então usado para calcular e exibir os resultados mais relevantes de pesquisa, ganhava um companheiro. O Google anunciou um segundo algoritmo. Sua função: personalizar a busca. Assim, o cálculo e a ordem de exibição dos resultados levariam em conta o histórico da atividade do browser do usuário nos últimos 180 dias.
Ou seja, os resultados da pesquisa passariam a ser talhados ao perfil do usuário — ao seu histórico de cliques. Desde então, os resultados saem diferentes de um usuário para outro, mesmo que de forma sutil. O novo algoritmo molda os resultados de acordo com os gostos pessoais de quem está no teclado.
Bem-vindo à internet personalizada. Ou melhor dizendo, à sua internet. Pois ela não é igual à de seu amigo. Queira ou não, a web ganhou um filtro. O seu filtro. “Nós costumamos pensar na rede como uma gigantesca biblioteca, na qual serviços como o Google nos suprem com um mapa universal. Não é mais o caso”, afirma Eli Pariser, cofundador do instituto político antiterrorismo Move On e autor do livro The Filter Bubble: What the Internet Is Hiding from You (A Bolha do Filtro: O que a Internet Está Escondendo de Você).
O Google não está sozinho nisso. Facebook, Apple, Microsoft, Yahoo! e Amazon também apostam na personalização — ou customização — da internet. Segundo Pariser, os grandes sites se tornaram máquinas de predição de nossos gostos, de nossos perfis, e, claro, do que gostaríamos de ler, assistir e consumir online.
A fórmula dos gigantes é simples: quanto mais relevante e pessoal for o serviço oferecido, mais anúncios serão vendidos. E os anunciantes, portanto, comercializarão mais produtos.
Relíquia histórica
Para a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, em poucos anos o site que não for customizado será visto como relíquia histórica. No Facebook, a customização está a cargo do algoritmo EdgeRank. Os jornais The New York Times e Washington Post criaram sistemas de recomendação de artigos aos leitores de acordo com seu perfil, analisado quando o login é feito.
Na Amazon, segundo estudo da consultoria McKinsey, uma média de 30% das vendas da loja provêm do seu sistema de recomendação ao cliente. Na Netflix, locadora de DVDs online dos Estados Unidos, esse porcentual chega a 60%. Trata-se de uma grande ferramenta de negócios, que ajudou a melhorar a experiência de uso em sites como Google e Facebook.

Como Google e Facebook filtram a internet

No dia 4 de dezembro de 2009, o blog do Google publicou um discreto post anunciando mudanças em seu sistema de busca.

O algoritmo PageRank, até então usado para calcular e exibir os resultados mais relevantes de pesquisa, ganhava um companheiro. O Google anunciou um segundo algoritmo. Sua função: personalizar a busca. Assim, o cálculo e a ordem de exibição dos resultados levariam em conta o histórico da atividade do browser do usuário nos últimos 180 dias.

Ou seja, os resultados da pesquisa passariam a ser talhados ao perfil do usuário — ao seu histórico de cliques. Desde então, os resultados saem diferentes de um usuário para outro, mesmo que de forma sutil. O novo algoritmo molda os resultados de acordo com os gostos pessoais de quem está no teclado.

Bem-vindo à internet personalizada. Ou melhor dizendo, à sua internet. Pois ela não é igual à de seu amigo. Queira ou não, a web ganhou um filtro. O seu filtro. “Nós costumamos pensar na rede como uma gigantesca biblioteca, na qual serviços como o Google nos suprem com um mapa universal. Não é mais o caso”, afirma Eli Pariser, cofundador do instituto político antiterrorismo Move On e autor do livro The Filter Bubble: What the Internet Is Hiding from You (A Bolha do Filtro: O que a Internet Está Escondendo de Você).

O Google não está sozinho nisso. Facebook, Apple, Microsoft, Yahoo! e Amazon também apostam na personalização — ou customização — da internet. Segundo Pariser, os grandes sites se tornaram máquinas de predição de nossos gostos, de nossos perfis, e, claro, do que gostaríamos de ler, assistir e consumir online.

A fórmula dos gigantes é simples: quanto mais relevante e pessoal for o serviço oferecido, mais anúncios serão vendidos. E os anunciantes, portanto, comercializarão mais produtos.

Relíquia histórica

Para a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, em poucos anos o site que não for customizado será visto como relíquia histórica. No Facebook, a customização está a cargo do algoritmo EdgeRank. Os jornais The New York Times e Washington Post criaram sistemas de recomendação de artigos aos leitores de acordo com seu perfil, analisado quando o login é feito.

Na Amazon, segundo estudo da consultoria McKinsey, uma média de 30% das vendas da loja provêm do seu sistema de recomendação ao cliente. Na Netflix, locadora de DVDs online dos Estados Unidos, esse porcentual chega a 60%. Trata-se de uma grande ferramenta de negócios, que ajudou a melhorar a experiência de uso em sites como Google e Facebook.