terça-feira, 6 de setembro de 2011

Integração do Windows com Windows Phone ajudaria Microsoft



Na comparação com os 70% de mercado que Android e iOS têm, os 6% do Windows Phone não são muito representativos. Embora o sistema operacional para smartphones da Microsoft seja "até promissor", na avaliação do TechCrunch, ele não parece ter atraído consumidores nem desenvolvedores. Mas e se a plataforma mobile passasse a se integrar mais intrinsecamente com a versão para computadores pessoais?
Pois parece que é isso que está para acontecer, de acordo com o site especializado em tecnologia. Do pouco que foi divulgado do Windows 8, próxima atualização do sistema operacional para desktops, sua interface em formato de mosaico e sua lógica voltada a dispositivos com tela sensível ao toque aproximam as duas plataformas.
Mesmo sendo distintas, é possível que sejam integradas de forma facilitada para o usuário, segundo o TechCrunch, criando um diferencial para o Windows Phone que seus principais concorrentes não têm. Os aplicativos móveis existem como que num "universo paralelo", e a integração de seu conteúdo com o do computador pessoal é majoritariamente realizada pela internet - é até possível sincronizar apps de iOS com o OS X, destaca o site, mas é pouco comum. Se o sistema operacional da Microsoft para smartphones pudesse ser facilmente conectado à versão para desktop, o Phone ganharia uma vantagem sobre seus rivais.
A compatibilidade entre as duas plataformas estaria, ainda, alinhada com a clássica estratégia da gigante de computadores de aproveitar sua larga penetração no campo de PCs para expandir outras áreas e produtos. Embora talvez esta técnica não funcione mais em uma era pós-PC, pondera o site de tecnologia, pode valer a pena tentar.
É possível que essa integração comece a aparecer quando o Windows Phone 8 for lançado, e também quando sair a plataforma para desenvolvedores do Windows 8, a Jupiter. Sobre ela, o TechCrunch levanta a possibilidade de se tornar uma "plataforma única", uma vez que ela possibilitaria que aplicativos para o OS móvel fossem adaptados para o OS desktop com apenas pequenas alterações - ou mesmo nenhuma. Se isso realmente acontecer, os desenvolvedores teriam uma grande vantagem em programar para as plataformas da Microsoft.
Talvez a estratégia de sincronizar os sistemas operacionais não seja bem sucedida, mas indica o caminho que não só o Windows, mas outras plataformas irão seguir, de integrar os conteúdos nos dispositivos móveis com os de equipamentos desktop, "em um futuro não muito distante", na avaliação do site. Os aplicativos não serão iguais, uma vez que nos smartphones eles são gerenciados por telas touchscreen e fazem uso de recursos como câmera e geolocalizador, enquanto nos computadores são desenhados para uso com teclado e mouse. Mas com certeza, para o TechCrunch, os dados poderão ser usados em ambos os dispositivos.

China: redes sociais desafiam a "grande muralha digital"


A China se mantém firme na batalha pelo controle de todo o fluxo de informações que circulam por seus meios de comunicação, mas será que o país está capacitado para controlar a crescente "ameaça" representada pelas redes sociais e o possível efeito das mesmas na opinião pública?

Quando em 221 a.C. Qin Shi Huang, considerado o primeiro imperador da China unificada, começou a construir uma muralha para se proteger dos senhores feudais que ameaçavam seu poder, muitos consideraram sua aspiração um sonho impossível. Hoje, mais de 22 séculos depois, a China constrói e mantém outra muralha, invisível mas igualmente eficaz, uma barreira que freia a liberdade de expressão de seus mais de 1,3 bilhão de habitantes e que dificulta a expansão da internet no gigante asiático, um projeto que, segundo os especialistas, configura uma missão impossível.

"A China pretende controlar todos os movimentos e opiniões de seus habitantes. É algo irreal e por mais que se aplique censura à internet, sempre surgirão novas formas de comunicação", afirma à Agência Efe Gao Feng, sociólogo estabelecido em Pequim.

A última destas vias citadas por Gao e que fez com que fosse intensificada a pressão que o Executivo chinês exerce sobre a rede é o "Weibo", o microblog mais importante do país com mais de 200 milhões de usuários na China, onde o Twitter é censurado.

A publicação de algumas mensagens com acusações diretas às autoridades em casos como o assassinato de uma jovem em Wuhan, capital da província de Hubei, e a venda de bolsas de sangue procedente de doações, levou o Executivo a exigir que o "Weibo" fechasse "as contas que divulgaram mentiras".

Assim, o secretário do Partido Comunista para Pequim, Liu Qi, visitou a sede da Sina Corporation, proprietária do microblog, onde, citado pela agência oficial chinesa Xinhua, declarou que as empresas de mídia "devem impedir a difusão de informação falsa e prejudicial".

O caso do "Weibo" é o mais recente de uma longa lista que começou em 1996 com a implantação de uma regulação temporária para a gestão da informação na internet, que foi aprovada pelo Conselho de Estado e posteriormente tornou-se permanente, atualizando-se conforme a internet crescia.

Desta forma, nos últimos meses foram frequentes os esforços do Executivo para evitar qualquer menção às "Revoluções do Jasmim" ou à chamada "Primavera Árabe", por temor de que o país fosse às ruas protestar contra a falta de liberdades. "Acho que o medo de uma revolução como as do Egito e Tunísia é infundado na China. Há gente descontente pelo trabalho do governo, mas não a ponto de fazer um protesto que derrube esta classe política", afirma Gao.

Infundado ou não, o temor de que a população chinesa saiba o que acontece com temas como a repressão ao grupo religioso Falun Gong, perseguido e proibido na China, e os protestos da Praça da Paz Celestial de 1989, fez com que o controle da internet fosse paulatinamente intensificado.

Segundo Fang Binxing, criador do Great Firewall, última versão do sistema chinês de censura, esta se aplica de duas maneiras, uma preventiva, que afeta páginas como Facebook, YouTube e Twitter, e outra circunstancial, executada segundo a situação social e política.

"É necessário controlar o que se publica na internet e saber quem é a fonte. De fato, muitos países como os Estados Unidos, Coreia do Sul e alguns da União Europeia têm gerenciadores de controle de conteúdos", afirmou Fang à Efe.

Até agora, o modelo seguido pela China teve êxito e poucos foram os conteúdos que escaparam de seu controle. No entanto, o crescimento da internet e, sobretudo, das redes sociais, representa um desafio para um governo que pode perder, após muitos anos de luta, sua batalha contra seu mais temido inimigo, a liberdade de expressão.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Google toca música para homenagear Freddie Mercury, do Queen



O logotipo do Google foi transformado, hoje, numa animação musical que mostra a banda Queen e homenageia o cantor, compositor e pianista Freddie Mercury, que completaria 65 anos nesta segunda-feira. A animação alterna cenas da banda tocando com passagens que fazem referência à música Don’t Stop Me Now, escolhida para a trilha sonora. 


A homenagem a Freddie Mercury segue a tradição do Google de assinalar datas comemorativas modificando seu logotipo. Mas ela se destaca dos Doodles anteriores pela extensão e pelo uso de uma canção conhecida. A animação tem 1 minuto e meio de duração. A música Don’t Stop Me Now é tocada quase inteira, na voz de Mercury.

O artista britânico, cujo nome de batismo era Farrokh Bulsara, fez enorme sucesso nos anos 70 e 80, como cantor e pianista da banda Queen. Seus companheiros eram o guitarrista Brian May, o baterista Roger Taylor e o baixista John Deacon. Ele também chegou a gravar dois discos solo. Morreu de Aids em 1991, aos 45 anos.

Google reforma interface do Blogger

O Google anuncia uma nova interface para o Blogger, serviço de blogs da empresa. O Google reformou todo o processo de edição e gerenciamento dos posts a fim de tornar mais simples o uso da ferramenta.

Mais limpa, a nova interface segue a mesma identidade visual implantada no Gmail recentemente. Com isso, a janela para edição dos posts foi ampliada, permitindo, ao usuário, maior controle da mensagem antes de realizar sua publicação. Outra novidade é o serviço para análise de tráfego, que informa o número de acessos à página, a quantidade de comentários recebidos e a contagem de seguidores.
Recentemente, especulou-se que o Google alteraria o nome do Blogger para Google Blogs, a fim de centralizar o serviço em torno da Google+. O Picasa também teria seu nome alterado. Mas não há, até o momento, nenhum anúncio oficial sobre isso.

Facebook desbanca Orkut e assume a liderança no Brasil


O Facebook desbancou a liderança de mais de sete anos do Orkut no Brasil. Segundo publicou a revista Isto É Dinheiro, essa é a primeira vez o Facebook fecha a frente da rede social do Google em número de usuários. O Facebook terminou agosto com 30 milhões de usuários no Brasil.

Os números são do Ibope Nielsen Online, um dos institutos de maior credibilidade em medições na internet. Desde 2004 a rede social era a mais acessada pelos internautas brasileiros.

O Brasil era um dos últimos paises que o Facebook ainda não havia vencido o orkut.

5 tendências sociais para empresas nos próximos cinco anos

Não há argumentos contra o quanto a rede social mudou a forma das pessoas interagirem umas com as outras. Mas como fica esta questão no espaço profissional? Certamente, a rede social tem marcado grande presença dentro das empresas, mas isso é apenas o começo. Saiba, na visão de especialistas, como as redes sociais vão mudar as empresas nos próximos cinco anos.

1. Diminuição das organizações: mídias sociais vão acabar com as barreiras hierárquicas e expandir as habilidades dos usuários de se conectar com pessoas que realizam o melhor trabalho – não importa o tipo de tarefa ou função que o funcionário desempenha. “Nas empresas sociais, organizações vão ser reduzidas, podendo descobrir pessoas com habilidades críticas e conhecimento relevante em outras áreas das organizações, em vez de ter a percepção limitada pelo trabalho formal”, acredita Peter Coffee, vice-presidente e responsável pela plataforma de pesquisa da Salesforce.com.

Luosheng Peng, CIO Gageln, acredita que o acesso a informações, pessoas e ferramentas tem sido com frequência silos do passado. “Por exemplo, equipe de vendas deve receber atualizações de inteligência competitiva ou apenas o time de relações públicas poderá ver antes as novidades do mercado? As mídias sociais vão quebrar essas barreiras, proporcionando igualdade de acesso às informações em todos os níveis e função de trabalho. Os CEOs vão perceber que as idéias mais inteligentes da organização surgem de forma inesperada.”

2. Seus clientes serão a maior – e mais ativa – parte da comunidade: companhias experientes têm utilizado redes sociais como forma de aproveitar o feedback e informar o desenvolvimento de estratégias de produtos. Essa tendência vai crescer. “Você pode formar comunidades de interesses com seus consumidores, que, frequentemente, vão saber mais do que os seus funcionários sobre os limites e possibilidades que os produtos podem ter ou fazer”, aponta Coffee. “Você pode criar uma rede que inclua os próprios produtos, promovendo retorno em tempo real sobre as necessidades dos clientes, em vez de esperar que seus consumidores lembrem e descrevam uma lista de desejos para melhorar o produto. Você pode fazer seu negócio especial, mesmo em um mercado que constantemente flerta com a comoditização, tornando seus produtos, amigos dos clientes.”

3. O modelo tradicional de serviço ao consumidor será transformado na sua cabeça: conversando com consumidores, empresas vão aumentar o uso das mídias sociais para melhorar os serviços aos clientes. Karim Guessous, CEO e co-fundador da Tradepal, fez a previsão de que mais de 50% dos serviços ao consumidor vão ser conduzidos via redes sociais. “Entretanto, a FAQ pode ajudar quando houver suporte individual.”

4. Rede social interna vai ser a nova intranet: assim como a intranet evolui a partir da internet pública, também existem redes sociais internas que evoluíram a partir de plataformas como Twitter e Facebook. Evoluindo, empresas vão passar a usar as mídias sociais internas como principal plataforma de comunicação. “O uso das redes sociais para disseminar informações empresariais, formação de equipes e conhecimento para capturar e transferir será a regra, não a exceção”, acredita Jay Baer, co-autor do livro “NOW Revolution” e presidente da Convince & Convert, empresa de estratégias em mídias sociais. “As operações culturais continuam a ganhar velocidade, os negócios empresariais vão se transformar nas mídias sociais internas – a nova intranet – para formar conexões em torno dos membros dos times.”

5. O marketing funcional irá expandir: de acordo com Baer, as mídias sociais fazem com que qualquer pessoa da empresa seja um “marketeiro” em potencial. “Funcionários não fazem comerciais à noite ou projetam anúncios aos finais de semana”, pontua Baer, mas o aproveitamento das redes sociais dos funcionários, que, voluntariamente, falam da empresa na rede, é uma grande oportunidade para a companhia. “É claro que isso irá exigir que a empresa ofereça treinamento e orientações no lugar para garantir que as mensagens estão de acordo com as políticas de metas e negócios.”

Essas previsões apenas tocam nas questões e nas mudanças que as mídias sociais vão, certamente, trazer para as empresas. “Isso está acontecendo agora, no prazo máximo de um a três anos, será um exigência competitiva. Para sair na frente, as companhias devem pensar sobre a capacidade dos membros do seu time em aceitar e adotar”, avalia.