segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Redes sociais influenciam forma de ver televisão

A postura dos telespectadores face à televisão está a mudar. Assistir passivamente a um programa já não chega e os utilizadores querem escolher o que vêem ou assistir aos programas preferidos através da Internet. Gostam também de comentar nas redes sociais, em tempo real, as mais diversas proezas de participantes de reality shows ou eventos desportivos.

O estudo anual da Ericsson sobre as tendências de consumo de televisão e vídeo revela que as pessoas passam ligeiramente menos tempo a ver a tradicional emissão programada e cada vez mais a ver televisão on demand. Mais de 44% dos inquiridos declaram ver televisão online mais de uma vez por semana, enquanto 80% vê a emissão programada mais de uma vez por semana.

Anders Erlandsson, senior advisor no ConsumerLab, divisão da Ericsson que realizou este estudo, sublinha que "as pessoas querem aceder tanto à visualização on demand como à televisão com programação. A televisão e o vídeo não foram tão afectados negativamente pela Internet como a imprensa. Simplesmente vemos televisão de mais formas".

O estudo também revela que a utilização de redes sociais está a influenciar a forma como vemos televisão. Mais de 40% dos inquiridos declararam que utilizam redes sociais em diversos smartphones ou tablets enquanto vêem televisão. Nos EUA, a maioria das famílias combina a visualização de televisão com a utilização do Twitter, Facebook, SMS, telefonemas e fóruns de discussão sobre o que viram, em particular em reality shows e emissões desportivas.

O que os consumidores mais valorizam na TV continua a ser a qualidade, mais do que a disponibilidade de televisão 3D ou do que o acesso a aplicações. O serviço que os consumidores estão mais dispostos a pagar é o acesso directo na televisão a novos filmes que ainda estão em exibição.

Multinacionais já controlam publicidade no Brasil


Em meio a uma corrida pela aquisição de agências brasileiras, acelerada no último ano, dois dos maiores grupos de publicidade do mundo, o britânico WPP e o francês Publicis, comandam hoje o setor no Brasil --em primeiro e segundo lugar na compra de mídia, respectivamente, segundo projeção da revista "Meio & Mensagem", informa reportagem de Nelson de Sá para a Folha.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O publicitário Nizan Guanaes, da agência África, não vê problema. "Sou totalmente a favor de um mercado aberto, global." Mas outros publicitários não reagem da mesma maneira.
Francisco José Moura Cunha Martins, da Artplan, diz que "o grande problema é que as contas hoje já vêm, todas elas, disputadas lá fora, o que cerceou demais o mercado para as nacionais". Seria "quase um dumping".
Sem acesso às contas das multinacionais, restam "os clientes nacionais, a maior parte em varejo, e brigar na esfera governamental". E mesmo com o governo há dificuldades, pois o grupo estrangeiro "entra com quatro, cinco propostas", de suas diversas agências, "enquanto a nacional tem uma só".
Sergio Amado, presidente da Ogilvy no Brasil, do grupo WPP, reage: "Discordo radicalmente. As multinacionais no Brasil estão fechando contratos locais".

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Twitter alcança a marca de 100 milhões de usuários ativos


A quantidade de usuários ativos do Twitter atingiu a marca de 100 milhões. Foi o que revelou o CEO da empresa, Dick Costolo, em coletiva realizada nesta quinta-feira (8/09).
É preciso esclarecer, no entanto, que tipo de internauta o Twitter considera ativo. Costola não explicita a métrica. Diz apenas que para estar nessa categoria o usuário não precisa publicar mensagens regularmente: “40% de nossos usuários ativos simplesmente entraram para saber o que está acontecendo no mundo, sem terem publicado ou repercutido nenhum post no último mês".
De acordo com o executivo, 55% dos membros acessam o Twitter diariamente a partir de dispositivos móveis. Quanto à quantidade de mensagens trocadas, a estatística também impressiona. São 1 bilhão de teweets diários, alta de 82% em relação a janeiro deste ano.
Como os perfis no microblogging, em geral, ficam disponíveis inclusive para que não tem conta no serviço, é natural que sua audiência seja bem maior do que o número de cadastrados. Segundo Costolo, a rede social recebe 400 milhões de visitantes por mês. “As pessoas aproveitam o Twitter mesmo sem ter um nome de usuário próprio”.
Por fim, para enfatizar a importância do serviço, a empresa informou como ele é vastamente adotado por setores relevantes da sociedade: 99% das 200 maiores organizações não governamentais dos Estados Unidos possuem uma conta, 75% dos jogadores da NBA estão na mesma situação, e o índice sobre para 87% quando considerado os 100 artistas mais vendidos em 2010 segundo a Billboard.
Fonte: LeiaJa.com.br

Empresa lança programa de fidelidade nas redes sociais


O iWiin:) entra no ar já com a parceria da Abril Mídia, do Grupo Abril.
O mercado publicitário ganha uma nova ferramenta de divulgação on-line, o iWiin:), primeiro programa de fidelidade nas redes sociais do País. O novo modelo de negócio vai premiar internautas que interagem com as marcas parceiras. Basta que eles interajam com os posts patrocinados nas mídias sociais para ganhar pontos. Não é preciso comprar nada. Interagiu, pontuou.
O programa de fidelidade ocorrerá na plataforma iWiin:) pelo portal e aplicativos de celular, assim como nas redes sociais Facebook, Twitter, Orkut, Foursquare e Google+. Os usuários dessas redes que estiverem cadastrados no iWiin:) serão recompensados por compartilhar conteúdos, divulgar links, convidar amigos, curtir posts patrocinados, ler e replicar notícias, por exemplo.
À frente desta operação está Sergio Augusto, CEO do iWiin:). Com uma carreira de executivo e consultor focada em programas de fidelidade e projetos de CRM, Augusto atuou em grandes empresas, como Sky, Telefônica, Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Nextel, Santander e Editora Abril.
Ele explica que sua nova plataforma vai permitir que as marcas e agências de publicidade conheçam seus consumidores. “O iWiin;) é a primeira e única forma de saber quem interagiu com anúncios nas redes sociais. As empresas têm seguidores, fãs e membros nas redes. Elas querem se relacionar com esses internautas, mas não sabem, necessariamente, quem são eles e nosso programa é a solução”, afirma. Com o iWiin:) o anunciante saberá não só a quantidade de cliques no seu post, mas também o perfil de quem interagiu com o seu anúncio – o post patrocinado.
Vantagem para as marcas
Além de saber quem é consumidor, o anunciante não terá limite mínimo de investimento. Ele pode, ainda, ter seus produtos ou serviços na tabela de resgate de prêmios. O fato é que os usuários serão instigados a interagir com o post patrocinado para ganhar pontos. “Por ter estimulo, o anúncio no iWiin:) deverá ter um número muito maior de cliques do que um anúncio tradicional de mídia online”, avalia Augusto.
O usuário também é estimulado a compartilhar os posts patrocinados em troca de pontos e, assim, o efeito viral da campanha do anunciante nas redes sociais ganha força. “No Brasil, cada membro de rede social tem, em média, 230 amigos. Portanto, nossa rede de cadastrados terá esse poder multiplicador”, reforça o CEO, ao lembrar que o iWiin:) é uma plataforma para as marcas e agências de publicidade elaborarem estratégias de contato com clientes e prospects, além de estratégias de lançamento de produtos e promoções.
Com o sistema, o usuário permite o acesso e compartilhamento de seus dados e poderá, eventualmente, escolher para quais empresas não disponibilizará suas informações. Para participar do iWiin:) e receber os prêmios, o consumidor vai preencher um cadastro completo e permitir, por meio do recurso opt in, o acesso aos seus dados.
Parceria Abril Mídia
A Abril Mídia, empresa do Grupo Abril, será a primeira marca a ter post patrocinado nos perfis da iWiin:) nas redes sociais. A parceria entre as duas empresas vai além dos posts, com os quais os internautas já podem interagir para ganhar prêmios. O iWiin:) é o patrocinador do Concurso Perfil Premiado Abril, no qual vai oferecer um VW Jetta TSI Highline. Quem participar do concurso concorre ao carro que será sorteado no dia 5 de janeiro de 2012. “Na pesquisa, o consumidor informará se participa de alguma mídia social. Se a resposta for sim, ele receberá um e-mail convidando-o a participar do nosso programa de fidelidade”, explica Augusto.
A atuação da Abril Mídia no e-commerce também está contemplada na parceria com o iWiin:). A partir de 1000 pontos acumulados no programa de fidelidade, o internauta já consegue resgatar prêmios, como por exemplo, downloads de uma edição de alguma revista da Editora Abril. “Um usuário moderado de mídias sociais consegue atingir essa pontuação em menos de 30 dias”, ressalta o executivo.
De 2 mil  a 20 mil pontos, o consumidor pode adquirir cupons de desconto para usar nos diversos sites de e-comerce da Abril.  Acima de 30 mil pontos é possível trocá-los por produtos nestes mesmos pontos de venda virtuais.
Além das premiações por acúmulo de pontos, o iWiin:) vai promover um ranking de participação. No período de lançamento – de setembro a dezembro de 2011 – o programa dará um iPad por semana. Ganha o usuário que chegar primeiro a um número estabelecido de pontos.
Com essa espécie de game virtual, o iWiin:) pretende atrair mais público, mais marcas e, consequentemente, mais receita para oferecer prêmios cada vez mais atraentes aos internautas. “Quanto mais usuários, mais interações entre eles, mais anunciantes e mais prêmios. Tudo acontecerá em um grande ciclo virtuoso onde todos ganham”, esclarece Augusto.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Internet e redes sociais mostram a cara do novo terrorismo

No Twitter, terroristas divulgam mensagens que incitam o ódio religioso. No Facebook, a Casa Branca alerta cidadãos sobre a ameaça de novos atentados. Em ambos, vítimas relatam em tempo real o drama de quem vive em meio a uma guerra. São provas de que nos últimos anos as redes sociais se tornaram personagens ativos na guerra contra o terror.

Desde o final do ano passado, autoridades americanas monitoram mensagens terroristas no microblog Twitter. Escritas em árabe por simpatizantes da Al-Qaeda, contém links para notícias e frases a favor da jihad, a proclamada "guerra santa" contra o ocidente. A iniciativa ainda é tímida, mas preocupa porque pode atrair ainda mais integrantes às organizações terroristas.

O pesquisador em islamismo na Universidade de Braslei (EUA), Aaron Zelin, lembra que nos anos 90 terroristas já utilizavam fóruns de discussão para divulgar suas ideias na internet. Mas que nos últimos anos aderiram às Redes Sociais para ter mais liberdade sobre o conteúdo postado. "Esses sites deram poder para um grupo novo de indivíduos. Deram status a uma nova geração, transformando a jihad global em um movimento social", diz.

Sem ter como controlar as manifestações extremistas na internet, resta o governo dos Estados Unidos tentar usar as Redes Sociais em seu favor na luta contra o terrorismo. Por esse motivo, o presidente Barack Obama anunciou em abril que Twitter e Facebook farão parte do novo alerta de atentados do país. Pela primeira vez, o sistema avisará internautas imediatamente caso haja uma ameaça de ataque terrorista.

Zelin não se surpreende que as redes sociais sejam um território tão controverso. Segundo ele, tanto governo quanto terroristas usufruem da internet da mesma forma como fizeram com a mídia tradicional no passado. "A diferença é que agora a informação atinge outros nichos e uma audiência ainda mais ampla", diz.

A guerra em tempo real
Graças às redes sociais também é possível acompanhar o minuto a minuto da guerra contra o terror através de testemunhas. Em abril, o mundo ficou sabendo da operação que matou Osama Bin Laden no Paquistão ao mesmo tempo em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acompanhava do seu gabinete. O responsável foi o técnico de informática Sohaib Athar que relatou no Twitter a movimentação atípica de helicópteros e explosões perto de sua casa.

Enquanto isso, soldados compartilham através das redes sociais como é viver as consequências da guerra. O britânico Leigh, veterano do Iraque e do Afeganistão, narra para os seus seguidores o seu dia a dia com Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Nos Estados Unidos, a americana Cheryl Gansner relata a recuperação do seu marido - um soldado ferido gravemente por uma bomba caseira no Iraque.

Para o blogueiro especialista em mídias sociais, Brian Solis, são exemplos de que, pela primeira vez, podemos acompanhar os eventos se desenvolverem em tempo real e atingirem as pessoas que estamos seguindo. E isso só é possível graças às novas ferramentas de comunicação, que fizeram o contexto tão importante quanto o conteúdo "Hoje nós ficamos sabendo o que está acontecendo diretamente de quem está na linha de frente. E isso nos faz sentir. Fazer parte. Ser inspirado para agir", conclui

Na briga entre redes sociais, quem ganha é sua empresa

É inegável e inevitável falar da marca histórica que o Facebook conquistou frente seu principal concorrente, o Orkut. Os dados comprovam que, no fechamento do mês de agosto, a empresa criada por Mark Zuckerberg registrou mais de 30 milhões de usuários, batendo finalmente a rede social que chegou primeiro ao Brasil.

A briga entre as duas redes sociais mostra que ainda há espaço no setor para novidades e, principalmente, disputas. É inegável que a fórmula apresentada pelo Facebook, mais leve e eficiente que o Orkut, conquistou os usuários de forma singela, mas com a propriedade de um gigante norte-americano que sempre demonstrou ser nos Estados Unidos.

O que não faz do Orkut, porém, um derrotado, principalmente na questão comercial dos empreendimentos. Há de se levar em consideração, porém, que se nada for feito, o Facebook certamente se consolidará à frente do adversário nos próximos anos.

O sucesso da rede social de Zuckerberg começou a ser vista como promissora e eficaz à divulgação de campanhas e propagandas de empresas. De uma foram não agressiva, o sistema adotado pelo Facebook leva o usuário à clicar nos links promocionais sem poluir o ambiente da página em que está visitando.

Esse tipo de marketing digital, somado à facilidade de uso de todos os recursos disponíveis, transformou o Facebook em uma ferramenta consolidadora de espaços. O que dá para ser sentido no mercado hoje em dia é que usuários do Orkut não encerram sua conta, mas migram cada vez mais para o Facebook, até que, após várias comparações de serviço, se renda a nova rede social do país.

Ainda longe de se chocar com a campanha de links patrocinados do Google, o Facebook passa a ser aliado dos empresários que buscam alternativas seguras para divulgar o nome da empresa. Além da visualização propriamente dita entre as 10 empresas mais acessadas no maior buscador mundial, o empresário também tem a oportunidade de pagar por um simples anúncio que terá a visualização de pelo menos 30 milhões de pessoas. Quer propaganda melhor do que essa?

A parceria de anúncios entre Google e Facebook, no entanto, eleva o padrão das campanhas publicitárias na internet, fazendo com que a empresa tenha em mente a otimização da divulgação de seus serviços. Ora, se você consegue se colocar entre os 10 primeiros do Google e tem uma visibilidade ímpar através do Facebook, com certeza não poderá oferecer um serviço de segunda linha.

É por isso que sempre ressalto. Os novos empreendedores, que exploram tanto as vendas físicas, quanto as virtuais, precisam de planejamento. Precisam concentrar suas atenções dar estrutura à empresa para daí sim mergulhar seus investimentos na internet. Nunca é demais lembrar que os dois primeiros itens levados em conta pelos clientes de todo o mundo são: atendimento e prestação de serviço. Funciona assim, por exemplo, para uma empresa de montagem de stands, que precisa dispor de um site bem estruturado e moderno para atrair os olhos dos clientes.

Atenda a um pedido de forma eficaz, venda seu produto da melhor forma possível e terá clientes para resto da vida. Agora, qualquer tipo de falha ou descontentamento, pode fazer com que o nome da sua empresa, de uma forma maléfica, seja espalhado pelas mesmas redes sociais em poucos minutos. Existem inúmeros exemplos que mostram isso, mesmo com grandes e consolidadas marcas. Pense nisso!!!