terça-feira, 20 de setembro de 2011

Perfil nas redes sociais influencia avaliação profissional, diz pesquisa

Perfil nas redes sociais influencia avaliação profissional, diz pesquisa
As redes sociais podem ser um atalho para uma vaga no mercado de trabalho, mas é preciso cuidado com o que se publica.

Está quase todo mundo conectado nas redes sociais, mas você sabe o que deve ser evitado dentro da internet? O Bom Dia Brasil mostra os riscos e as armadilhas das redes e como o seu perfil pode ter influência na hora de conseguir ou manter um emprego.

Todo mundo sabe que as redes sociais são populares. Elas reúnem amigos, colegas de trabalho e contatos profissionais. O que a maioria das pessoas não se dá conta é que o modo como se comporta nas redes sociais pode aumentar as chances de conseguir uma contratação no mundo lá fora. Dependendo do que se expõe nas redes, pode também prejudicar profissionalmente.

Uma pesquisa feita por uma das maiores consultorias de recrutamento de pessoal do mundo, com 210 executivos brasileiros, mostrou que 83% deles acreditam que o perfil dos candidatos nas redes sociais influencia na hora de fazer uma avaliação do profissional. Ao todo, 44% dos entrevistados disseram que um perfil negativo pode ser suficiente para desclassificar um candidato em fase de seleção. Apenas 39% dos executivos disseram que conversariam com um candidato mesmo se ele tiver um perfil considerado ruim na internet.

Jacqueline Resch é diretora uma empresa de recursos humanos para recrutamento de executivos. Ela diz que os perfis da rede já fazem parte das informações que as empresas buscam sobre qualquer candidato a emprego. Mas o que é realmente ruim de expor nas redes sociais e o que ajuda quem está em busca de uma oportunidade de trabalho?

“Eu diria que não é adequado você estar totalmente informal, em traje de praia, em um site que é profissional, ou ser veemente em ideias que o bom senso talvez não aprove, como pessoas que participam de comunidades meio estranhas. É bom aproveitar tanto para aumentar rede de contatos, como para estabelecer conexões com quem você pode fazer negócios. Você pode ter muitos ganhos utilizando redes profissionais, mas também tem de tomar cuidado para aquilo não virar inimigo”, orienta Jacqueline Resch.

O perfil de Flávia em uma rede social foi determinante para o recrutador de pessoal Alex Mendonça na hora de contratá-la. “Quando eu procurei a rede social e encontrei a Flávia em um ambiente mais descontraído, vi que era a pessoa ideal para trabalhar com a gente”, disse.

O advogado Luíz Felizardo Barroso, que é dono uma empresa, já teve de demitir uma funcionária depois de uma experiência negativa descoberta nas redes sociais.

“Ela ficava dormindo dentro posto trabalho. Não sabíamos o que ela fazia e verificamos um vídeo dela dançando. Ela é dançarina de funk. Então, passava a noite dançando e vinha dormir no emprego. Então, a mídia social foi boa para nós, mas para ela decididamente não foi”, contou o advogado Luíz Felizardo Barroso.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Facebook: mais de 30 mil confirmam presença em ato contra corrupção


Mais de 30 mil pessoas confirmaram presença, pelo Facebook, em uma manifestação contra a corrupção que acontecerá nesta terça-feira, na Cinelândia, no Rio.
Cansados de ver as primeiras páginas de jornais recheadas de casos de desvio de dinheiro público, cinco amigos resolveram abandonar o comodismo, há pouco mais de um mês, e divulgar a ideia. Hoje, a expectativa é que o ato reúna quase o mesmo número de pessoas indicado na rede social, como aconteceu na manifestação do dia 7 de setembro, em Brasília.
A hora do protesto, porém, pode fazer com que mais cariocas estejam presentes. Às 17h, início do horário de saída do trabalho, começa a manifestação, que tem previsão para terminar às 20h.
- A adesão se deu aos poucos, e agora grupos de pessoas que também lutam pela mesma causa já estão imprimindo fitas e adesivos da marca que criamos. Professores entraram em contato e nos chamaram para debates - conta Cristine Maza, uma das organizadoras.
O protesto marcado pela rede social tem mostrado como o processo de mobilização é colaborativo e descentralizado. A marca com o símbolo da manifestação, que está no site contraacorrupcao.com.br, por exemplo, já foi usado neste fim de semana por pessoas que distribuíram panfletos na Praia de Ipanema.
Para Cristine, manifestações como essa podem provocar resultados práticos e efetivos contra a corrupção:
- O barulho é tamanho no Brasil inteiro que (as manifestações) vão fazer com que as autoridades repensem e que as pessoas aprendam a votar. Quem votou neles foi a gente. É hora de começar a pensar.

Facebook lança bar virtual


Nada de ficar encalhado em casa no final de semana de novo. O Facebook lançou um aplicativo que vem para acabar com a falta de programas legais e com o excesso de preguiça: um bar virtual. As informações são do siteGizmodo.
O mais novo estabelecimento das redes sociais se chamaShaker, e ainda está em fase bem inicial. Para se tornar um frequentador assíduo é preciso se cadastrar e receber um tutorial sobre como tudo funciona. Mas, na verdade, é bem fácil, já que o estilo do programa é bem próximo do conhecido Second Life.
Você cria seu avatar, escolhe em que ambiente quer socializar e parte para diversão. No bar, você vai poder ver outros avatares, que representam os usuários conectados, que também preferiram bater um papo com a galera sem deixar o quentinho do cobertor.
Para conversar, o esquema é o mesmo de um chat tradicional, mas há a vantagem de se estar, não podemos esquecer, no Facebook. Por conta dessa integração, ao clicar em um avatar é possível visualizar um perfil resumido de fotos e gostos, que podem, inclusive, ser filtrados para que só apareçam as características em comum.
Se um amigo de um dos seus amigos do Facebook estiver conectado, ele fica com uma cor diferente, e aí você pode ir conversar com ele sobre o tal conhecido compartilhado.
Outra novidade é que na sala há um mural virtual, em que se pode ver tudo que é "curtido", além dos tweets das pessoas que estão na sala. Você pode oferecer um drink para alguém que tenha contado uma ótima piada, que tal?
Se nem assim você entrar no clima de integração, comente da música, já que, na tentativa de simular com propriedade um ambiente de bar, todos escutam o mesmo som.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Título da Facebook: veja 10 passos para rede se tornar fenômeno no Brasilpostagem


Nesta semana, o instituto de pesquisas Ibope Nielsen divulgou uma série de dados sobre o uso de internet no Brasil. Entre os quesitos pesquisados, uma informação em especial chamou a atenção. Quando o assunto é rede social, o Orkut já não é mais o site preferido dos brasileiros.
Com 30,9 milhões de visitantes únicos, o Facebook é hoje a rede social com maior audiência no Brasil. O Orkut, líder nos últimos sete anos, vem pouco atrás, com 29 milhões de visitantes. A diferença não é significativa em termos estatísticos, mas essa é a primeira vez que outra rede social ultrapassa o Orkut no país.
As razões que levaram o Facebook a assumir a liderança são muitas e, independente da preferência do usuário, ao que tudo indica a rede social de Mark Zuckerberg tem potencial para crescer ainda mais. Entenda por que o Facebook pode se tornar um novo fenômeno no país.
1. Líder em menos tempo
Embora tenham nascido no mesmo ano, o desenvolvimento do Facebook é muito mais recente do que o do Orkut. Enquanto a rede social do Google era aberta para todos os usuários, o Facebook se restringia às faculdades norte-americanas, demorando um pouco mais para se tornar conhecido por aqui.
A falta de investimentos no Orkut, aliada à maior divulgação que o Facebook vem obtendo em promoções e interação com websites, fez com que muitos usuários fossem "obrigados" a manter contas nas duas redes, ampliando o público do novo líder.
2. Meus amigos também têm
De nada adianta entrar em uma rede social mais moderna e não encontrar os seus amigos por lá. Um dos maiores empecilhos encontrados pelo Facebook para se tornar líder foi a ausência de um público cativo do Orkut, que não pretendia de forma alguma trocar um site pelo outro.
À medida que a base de usuários aumentou, ficou mais fácil encontrar um número maior de amigos. Hoje, se você pesquisar, deve encontrar pelo menos 70% dos seus colegas utilizando as duas redes sociais. Sendo assim, escolher em qual rede você irá interagir passa a ser uma mera questão de opção.
3. Jogos que falam a minha língua
Encontrar jogos em português nos consoles não é algo tão simples. Contudo, os usuários que vão em busca de games específicos, na maioria das vezes, não se importam tanto com isso. Já em uma rede social, onde é maior a incidência de jogadores casuais, títulos com conteúdo em português fazem toda a diferença.
Gerenciado pelo escritório brasileiro do Google, o Orkut tinha como diferencial o fato de oferecer praticamente todo o seu conteúdo em português, enquanto o Facebook adotava o inglês como idioma universal. A situação, aos poucos, está mudando, e já é possível encontrar muitos jogos adaptados para a nossa língua. Com a liderança, é bem provável que o público brasileiro passe a receber ainda mais atenção por parte da companhia de Zuckerberg.
4. Resistência às mudanças
Desbancar a liderança de uma rede social que está incorporada ao cotidiano dos usuários há sete anos não é uma tarefa simples. Por mais que o Facebook ofereça atrativos, uma boa fatia do público está tão acostumada com o Orkut que não pretende e nem precisa mudar para outro círculo de amizades.
Trabalhar a resistência de parte do público a essas mudanças foi um dos pontos-chave adotados pelo Facebook. Promoções exclusivas, maior integração com o Twitter, e até mesmo a abertura de um escritório no Brasil foram fundamentais para o crescimento da rede no País.
5. Comunidades X Curtir
A liderança do Facebook no Brasil vai ao encontro, também, da maneira mais atual de como os usuários compartilham conteúdo na web. Anteriormente, as comunidades eram o espaço principal para o debate e para a disseminação de informações. Com a chegada do Twitter, a informação se tornou mais instantânea e o volume de conteúdo aumentou.
Logo, dizer apenas "curtir" para um texto passou a ser a solução mais prática e rápida. Obviamente, ainda há espaço para as duas coisas. Todavia, o conceito de comunidades deixou de ser prioridade, passando a ser alvo apenas de um público mais específico.
6. Inclusão digital: o novo desafio
Sete anos no mundo da internet valem por mais de uma década. Muitos usuários que aprenderam a mexer com um computador nos últimos anos tiveram o Orkut como a porta de entrada para o mundo digital. Assim, é natural o apreço e a resistência que têm a deixar a ferramenta.
O Facebook terá o desafio de, em longo prazo, substituir o Orkut nesse papel. Para isso, será preciso investir em mais conteúdo em língua portuguesa e em ações específicas para um público-alvo que busca praticidade acima de tudo.
7. Visual menos chamativo
Enquanto o Orkut investe em temas e adota cores mais vivas em seu layout, o Facebook prima pelo branco em contraste com o azul. Para muitos usuários, esse é um fator definitivo para que a rede social do Google se torne mais interessante do que qualquer outra novidade. O Facebook não dá mostras de querer adotar esse perfil. Pelo contrário. Modificações recentes no slideshow de imagens tornaram o visual ainda mais limpo. Será que o estilo mais sóbrio do Facebook será capaz de conquistar os usuários acostumados com uma série de temas?
8. Biblioteca de conteúdo
Com maior tempo de permanência na liderança, o Orkut conta hoje com uma quantidade incalculável de conteúdo em língua portuguesa, algo que vai demorar muito para ser superado pelo Facebook.
Buscar por uma informação específica no Orkut é quase como pesquisar em uma internet paralela. Já no Facebook, a pesquisa por conteúdos não é o foco principal. A informação é muito mais dinâmica e imediata, o que pode fazer com que muitos usuários se decepcionem.
9. Escritório no Brasil
Com predominância absoluta do público local, o Google decidiu em 2008 que o Orkut seria controlado pelo escritório brasileiro, o que fez com que a empresa investisse em ações específicas para o usuário nacional. Já o Facebook abriu seu primeiro escritório por aqui apenas neste ano.
Boa parte do crescimento momentâneo da rede de Zuckerberg se deve a essa base local. Graças a ela, foi possível captar novos clientes no mercado publicitário e promover ações específicas, ampliando o interesse dos usuários para testarem um novo site.
10. Ações populares
Enquanto o Facebook dá os seus primeiros passos em termos de promoções no País, com prêmios oferecidos por empresas vinculadas às ações de "curtir" e sorteios integrados por intermédio de alguns aplicativos, o Orkut já provou estratégias mais sólidas com relação a isso.
Shows com duplas sertanejas e entrevistas exclusivas com cantoras como Ivete Sangalo foram grandes chamarizes de audiência, gerando identificação com as classes mais populares. Resta saber se o Facebook está disposto a investir pesado também nesse nicho de mercado.
Orkut ou Facebook? Que tal os dois?
Decidir qual rede social utilizar não é uma tarefa simples. Há vários itens para serem levados em consideração e cabe ao usuário, baseado em suas necessidades, decidir qual delas melhor se adapta ao seu perfil. Entretanto, como estamos em um período de transição, vale a pena conferir como as duas funcionam.
Para aqueles que ainda não visitaram o Facebook, uma sugestão é criar uma conta de usuário e checar por si mesmo o potencial da rede social. Procure seus amigos, teste alguns jogos e veja como é a sua adaptação ao sistema de comunicação que agora é o preferido dos brasileiros.
Se você aposentou o Orkut por ele não atender a suas necessidades, que tal revisitar a rede social com outros olhos? Embora não seja tão dinâmico, utilizar as comunidades como uma espécie de fórum e encontrar amigos que ainda não migraram para outras redes podem ser tarefas interessantes.

Setor corporativo ainda não avançou nas redes sociais


As empresas inseridas nas redes sociais veem nas ferramentas forma rápida e eficaz de estar próximo do público alvo. Por meio de divulgação de informações, notícias, novidades, promoções ou games específicos, o setor corporativo começa a valorizar o poder de escolha e de voz conquistado pelos internautas. Apesar disso, apenas 10% das empresas têm claro os benefícios que podem ser alcançados com estas ferramentas, segundo Rafael Lamardo, professor de Marketing Digital da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
Especialistas afirmam que as mídias sociais são um fenômeno relativamente novo e que, por isso, os usuários, pessoa física ou jurídica, ainda não descobriram todo seu poder de interação. “Não basta apenas divulgar produtos ou serviços. É preciso ouvir os clientes”, alerta Gil Giardelli, professor de Redes Sociais e Inovação Digital também da ESPM.
Estima-se que apenas o Facebook, o Twitter, o Orkut, o Linkedin, o Google+ e o MySpace  reúnam cerca de 80 milhões de usuários no País. Um contingente anônimo que quer se comunicar sobre tudo e com todos, sem distinção ou fronteira. Mas faltam profissionais qualificados para ajudar o meio corporativo a atuar, com eficiência, neste cenário, porque não há cursos na área. Mesmo assim, algumas organizações já têm boas histórias para contar com redes sociais no ABC.  
Exemplo é a construtora MBigucci, que desde 2009 usa o potencial do Facebook, Twitter, Flicker, Youtube, Linkedin e Google+, para interagir com os clientes e interessados no setor imobiliário. “Cerca de 30% das visitas em nosso site são originadas nas redes sociais”, conta Bruno Lessa, gerente de Marketing da construtora.
Relacionamento impagável
Ariane Oliveira, gerente de Marketing do Mauá Plaza Shopping, conta que o planejamento do centro comercial neste ano foi todo voltado às redes sociais. “Embora o segmento ‘shopping center’ possa concorrer com o e-commerce, essa nova maneira de divulgar novidades e promoções para nossa rede de amigos promove relacionamento impagável entre a marca e o cliente”, considera a gerente do shopping, no Twitter, Facebook e Orkut desde 2010.
Ana Beatriz Grimaldi, coordenadora de Comunicação do Instituto Mauá de Tecnologia, afirma que há dois anos o IMT mantém aproximação com clientes pelas redes sociais. “Usamos o Twitter para direcionar informações atuais ou oportunidades sobre o mercado e a instituição, no blog contamos cases relacionados à tecnologia e detalhamos eventos. No Facebook, divulgamos novidades em tempo real, compartilhamos ações, eventos e divulgamos concursos culturais”, diz. Entre os benefícios, Ana Beatriz aponta a fidelização do cliente e o engajamento com a marca num novo ambiente.
Em São Caetano, a Secretaria de Cultura ampliou, nos últimos meses, a divulgação de eventos na Internet com maior interação a partir das redes sociais. Com o objetivo de atingir a população local, aumentar o acesso aos bens culturais e estimular a produção artística, a ação utiliza o Twitter, Facebook e páginas virtuais da secretaria.
Cirlene Gonçalves, gerente de Relacionamento com o Cliente da Leroy Merlin Brasil, com unidade em São Caetano, diz que a estratégia é fazer das redes sociais mais um canal de comunicação com o cliente, por isso, lançou o jogo Mr. Bricoleur no Facebook. Com o tema  bricolagem (faça você mesmo), a ferramenta faz com que o usuário faça pequenos reparos virtuais numa casa. O game está disponível no link http://on.fb.me/rbl6aF. “Estamos inseridos no Twitter, Facebook, Orkut e Foursquare desde dezembro e já temos 5.591 seguidores”, destaca.
Falta planejamento estratégico, diz especialista
Apesar das pesquisas apontarem que o uso das redes sociais potencializa resultados, o grande proveito das ferramentas no mundo corporativo depende de planejamento estratégico, segundo Rafael Lamardo. Metade das empresas já está nas mídias sociais, mas só 10% conhecem seu potencial.As empresas que sabem aproveitar a ação das mídias sociais conseguem interagir e construir um relacionamento proveitoso com o consumidor, entretanto, muitas ainda consideram essa atitude perda de tempo. “Estas ferramentas possibilitam divulgação da marca com custo muito baixo e até mesmo vendas”, diz.

Daniel Galindo, professor do curso de pós-graduação em Comunicação Empresarial da Umesp (Universidade Metodista deSão Paulo), observa que a maior parte das empresas ainda não se adaptou à ferramenta. “Estar nas redes sociais implica em dialogar com o consumidor e isso tem de ser feito imediatamente. As empresas ainda precisam estar preparadas para ouvir aquilo o que as pessoas têm a dizer e dar retorno rápido”, observa.
Brasil tem 80 milhões de usuários
Interação. Esta é uma das palavras que podem traduzir o fenômeno das redes sociais, que cada vez mais ganham força em todo o mundo. Estima-se que apenas o Facebook, o Twitter, o Orkut, o Linkdin, o Google+ e o MySpace, os mais usados no Brasil,  reúnam cerca de 80 milhões de usuários, que na maior parte das vezes estão cadastrados em mais de uma ferramenta.
A rede social pode ser definida como estrutura composta por pessoas e organizações que podem se conectar mediante o compartilhamento de interesses em comum. A ferramenta pode ser utilizada para diversos tipos de relacionamentos, pessoais e profissionais.
Dados da pesquisa Ibope Nielsen Online divulgados na última semana apontam que o Facebook lidera a preferência dos brasileiros, com 30,9 milhões de usuários únicos no País em agosto deste ano, o que equivale a 68,2% dos internautas brasileiros. O número quase se equipara ao Orkut, maior site social no Brasil até então, que registrou 29 milhões de usuários. Ainda segundo o Ibope, o Twitter possui 14,2 milhões de usuários no País. 

Povo comunicativo
“A rede social ainda é algo novo para todo mundo, é tudo muito recente, ainda não conseguimos criar um manual de instruções de como utilizá-la da melhor forma”, afirma Gil Giardelli, professor de Redes Sociais e Inovação Digital do CIC (Centro de Inovação e Criatividade) da ESPM. “Todo mundo quer falar e ser ouvido, principalmente o povo brasileiro, tão comunicativo. Por isso, estes sites e ferramentas fazem tanto sucesso por aqui”, explica.
Quando o foco são as empresas, o especialista acredita que muitas ainda engatinham ao utilizar estes novos meios de comunicação para interagir com os clientes. “Não é só expor o produto ou o serviço. É preciso ouvir os clientes. Tem de haver todo um planejamento e uma estratégia por trás disso para que o resultado alcançado seja o esperado”, completa o professor de Redes Sociais e Inovação Digital.
Mercado precisa de profissionais
Apesar da superpopulação de consumidores conectados nas redes sociais, ainda não há profissionais com formação específica para atuar nas empresas. Geralmente especializados em ciências humanas, os analistas de mídia social são bastante disputados para cuidar do conteúdo publicado, monitoramento, planejamento e relacionamento com os internautas.
“Atualmente, a profissão ‘analista de mídia social’ mudou um pouco o foco. Dentro das agências publicitárias especializadas em social media, hoje esse profissional está dividido em várias áreas: temos redatores, mídia e relacionamento, analista de métricas, analista de monitoramento e planejamento”, explica Gustavo Schmitz, diretor de Operações da agência de social media Riot.
A princípio, qualquer pessoa pode se tornar um analista de mídia social. “Geralmente preferimos pessoas ligadas à área de humanas, à comunicação, como publicidade e marketing, mas qualquer um pode se candidatar. Basta conhecer as ferramentas, dominar a língua portuguesa, ter facilidade de interação e dominar o ‘tom de voz’ de cada rede”, afirma Mário Soma, CEO da agência Pólvora. A faixa salarial na área vai de R$ 1,5 mil e R$ 5 mil.
Para a gerente de Criação e Conteúdo da agência Big Bang, Lais Maciel, faltam cursos de extensão específicos . “O fato é que não temos um especialista em mídias sociais no mercado. É uma profissão nova e todos nós estamos aprendendo a lidar com estas ferramentas. No entanto, podemos notar que o perfil dos candidatos às vagas tem melhorado de um ano para cá. No início de 2010, muitas pessoas que tentavam se tornar analistas não tinham conhecimento sobre as redes. Hoje o cenário é bem melhor”, destaca.
Universidades
De acordo com o coordenador do curso de Produção Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo, José Eduardo Sales Costa, as faculdades ainda não estão preparadas para suprir essa nova necessidade do mercado. “Estão tentando criar cursos, já que esse é um profissional que o mercado está consumindo com voracidade. Esta é uma decisão estratégica, mas é preciso tempo”, ressalta.
“O governo tem de investir em pesquisas, nas universidades para o desenvolvimento destas novas áreas de conhecimento”, completa.  As mídias sociais também são campo de trabalho para outros profissionais, como os de TI, responsáveis pelo suporte técnico dos sites. “É um mercado aquecido e há carência de gente. Os cursos hoje apenas preparam os alunos para lidarem com algumas ferramentas", afirma Costa.
Mídias disfarçam falhas de SACs
Os consumidores agora querem alternativa mais rápida e prática para falar com os SACs (serviços de atendimento ao cliente). Com uma postagem no Twitter, a jornalista Rosângela Dias, de Santo André, conseguiu resolver um problema com cartão de crédito que há dias seguia sem solução. “Já tinha ido à agência do Bradesco duas vezes e ligado diversas vezes no SAC. Indignada, escrevi uma mensagem nada delicada sobre o banco na minha página”, conta.
Com mensagem no blogging, em três dias a cobrança indevida foi resolvida, segundo a jornalista. Para o coordenador do curso de Comunicação Empresarial da Universidade Metodista de São Paulo, Wilson Bueno, o atendimento tem sido mais rápido porque algumas empresas temem a exposição.
“Se não agirem rapidamente, o barulho tenderá a ser desconfortável e há vários exemplos de empresas que ignoraram o clamor das redes sociais e tiveram sua imagem bastante penalizada”, afirma.
Famoso exemplo foi o de um consumidor que, após reclamar diversas vezes sobre um defeito em sua geladeira, resolveu gravar um vídeo e postar no YouTube sua indignação com a Brastemp. O vídeo entrou para a lista dos mais citados no Twitter e resultou numa geladeira nova para o consumidor.
Apesar do resultado, segundo o diretor do Procon de São Caetano, Alexandre Guirão, a prática acarreta redução do direito do consumidor, uma vez que ele não está protegido como órgão legal. “A mensagem na rede social não constitui a prova de que o consumidor fez a reclamação no prazo. As outras formas podem ser até mais burocráticas, mas dão mais garantia ao consumidor”, afirma.
Guirão diz que é importante estar atento ao fazer a reclamação. O consumidor também pode ser responsabilizado por agredir a imagem de uma companhia ou criar grupos contrários à empresa.
Para Bueno, as redes podem ser usadas como forma de mascarar problema. “As empresas ainda utilizam as redes sociais com foco na divulgação de seus produtos e serviços. O essencial é o diálogo, a interação. As empresas continuam tendo boca grande e orelhas pequenas e as redes sociais exigem exatamente o contrário”, afirma.
Depois de ter o carro quase roubado, a estilista Lilian Vieira fez diversas reclamações da Fiat no Twitter e Facebook. “A resposta veio logo. O problema que era da fechadura acabou sendo camuflado e a culpa ficou pela ausência de segurança na cidade”, diz. Para Alexandre Guirão, essa postura só serve com o intuito de melhorar a imagem da empresa.
Fala Povo
“Como eu sou portuguesa, uso as redes sociais para falar com os meus parentes e também para auxiliar minha filha com os trabalhos escolares”. - Andreia Mota, gerente, de Santo André.

“Uso as redes sociais para procurar mais informações de produtos que eu acho interessante e também para poder conversar com os meus amigos”. - Danilo Pinheiro, mecânico, de
São Bernardo.

“Eu utilizo pouco porque não tenho tempo, mas acho que facilita muito a comunicação e agora que as empresas entraram nas redes sociais a tendência é melhorar”. - Willians Egydio, estoquista, de Santo André.

“Eu uso bastante o Facebook e o Twitter para falar mais com os meus amigos e também para realizar os trabalhos escolares”. - Vitor Simões, estudante, de São Bernardo.

“Em âmbito pessoal eu uso para falar com os amigos e para fazer reclamações às empresas. No trabalho, as redes sociais ajudam a contatar os clientes”. - Daiana Leal, atendente de crédito, de São Bernardo.
Principais no Brasil
Facebook - criado em 2004 por Mark Zuckerberg, o Facebook permite criar, seguir e ‘curtir’ perfis de pessoas e empresas, além de postar e compartilhar fotos, vídeos, notícias e frases.  Também oferece jogos, como a Farmville, para gerenciar uma fazenda. O Face, como é mais chamado, é uma das redes sociais que mais permite a interação entre seus usuários. Possui 30,9 milhões de usuários no Brasil. 

Orkut – preferido por muito tempo pelo público mais jovem, o Orkut permite criar perfis e participar de comunidades, sobre os mais variados temas com debate entre os integrantes, independentemente de serem ou não amigos. É possível compartilhar fotos, músicas, vídeos e escrever depoimentos para conhecidos. Também oferece jogos. Possui 29 milhões de usuários no Brasil. 

Linkedin - lançado em 2003, é dedicado especificamente para formar redes de contatos profissionais. Por meio de uma lista de amigos é possível criar ou manter contatos com empresas, colegas de trabalho e conhecidos. O site é útil para debater assuntos voltados às diversas áreas de atuação dos usuários. Tem 4 milhões de usuários no Brasil. 

Twitter - microblog onde os usuários se comunicam com seus seguidores de forma ágil. A principal característica são as mensagens curtas: elas não podem ultrapassar 140 caracteres. Também é possível compartilhar links e fotos. Tem 14,2 milhões de usuários no Brasil.

Google+ - rede do Google que permite criar círculos de amigos e separá-los por tópicos (amigos, família, trabalho etc). Uma das principais características é o sistema ‘Circles’, um modo de agrupamento de amigos mais visual do que qualquer outra rede social. Há ainda conferências em grupos, jogos, compartilhamento de fotos, vídeos e frases.  Possui 621,6 mil usuários no Brasil.