terça-feira, 11 de outubro de 2011

Existe um herdeiro a altura de Steve Jobs?


A morte de Steve Jobs gera um vácuo de poder na cadeia criativa tecnológica para os próximos anos. O questionamento se torna mais amplo do que sua substituição. Em uma visão mais ampla deveríamos estar nos perguntando quem atualmente tem a capacidade de impactar o mercado com tamanha perspicácia e inteligência como ele? De forma mais direta, a pergunta a ser respondida é:
Quem será o herdeiro da cadeira de gênio tecnológico nos próximos anos?
Tim Cook, ex-chefe de operações, assume a Apple após saída de Steve Jobs. (Foto: Divulgação)Tim Cook (Foto: Divulgação)
Poderia ser Tim Cook, que entrou no lugar de Jobs após seu pedido para deixar o cargo naApple? Poderia. No entanto, Cook vem de uma formação específica e aparenta ter uma veia mais técnica do que criadora. Formado em Engenharia Industrial pela Universidade de Auburn, trabalhou por 12 anos na IBM e posteriormente, um curto período, na Compaq até ser contratado por Jobs para assumir o cargo de Vice-Presidente Sênior de operações na internet.
Algumas análises mais recentes referentes as ações de Cook o consideram alguém que toma conta da visão geral das operações da empresa, deixando espaço para que sua equipe brilhe. Não parece ser um centralizador como Jobs. Pode ser o início de uma nova cultura de trabalho dentro da “fábrica da maçã”.
Mas, até o momento, não é possível enxergar em suas atitudes algo que possa surpreender o consumidor e o mercado de forma tão direta quanto seu antecessor no cargo. Cook pode até ter algo mais para mostrar, mas por enquanto é somente o substituto de um gênio.
Sergey Brin e Larry Page. (Foto: Divulgação)Sergey Brin e Larry Page. (Foto: Divulgação)
Outros postulantes a herdeiros do legado tecnológico e de criação de Jobs são Larry Page e Sergey Brin, os criadores doGoogle. Ambos encontraram-se nos corredores da universidade de Stanford devido à pesquisa de Page, para seu Ph.D, versar sobre as propriedades matemáticas da rede.
Durante os encontros para a composição da tese a dupla criou um dos sites mais visitados do planeta. Brin e Page talvez não estejam tão inseridos na criação de hardware quanto Jobs, apesar das investidas do Google nas mais diversas áreas tecnológicas e do acirramento da disputa pelo mercado desmartphones com Apple.
Porém, a dupla consegue enxergar à frente de seu tempo e disponibilizar ideias capazes de mudar o uso de tecnologias na vida das pessoas. Page e Brin acabam por se enquadrar em uma das principais sacadas de Jobs, “criar algo que não existia, mas que as pessoas precisavam”.
A dupla tem seu espaço garantido no mundo tecnológico como criadores e visionários, mas agora, que o mercado das ideias ficou menos competitivo, é necessário ver como irão se comportar na hora de entregar novos produtos e serviços aos consumidores e se serão capazes de surpreender as pessoas de forma tão direta quanto Jobs.
Mark Zuckerberg, do Facebook (Foto: Divulgação)Mark Zuckerberg, do Facebook (Foto: Divulgação)
Por último surge Mark Zuckerberg, o mais novo da lista tanto em idade – com 27 anos – quanto em exposição na mídia tecnológica. Zuckerberg é a pessoa da tecnologia que conseguiu, nos últimos anos, congelar as atenções de grande parte dos admiradores e criadores de tendências dessa área, por meio da rede social Facebook.
O que Zuckerberg conseguiu com o Facebook, pode ser considerado um marco na atual conjuntura da Internet, desbancar o Google do top de páginas mais acessadas e junto a isso quebrar recordes referentes ao número de pessoas utilizando sua plataforma, quantidade de uploads e tráfego de arquivos por meio da sua ferramenta social. É alguém com potencial a ser desbravado.
Muitos já disseram que Zuckerberg é um gênio, um prodígio, mas com certeza ainda é cedo para que um veredicto possa ser dado de forma conclusiva, já que para ser um gênio ou algo mais do que um bilionário da rede, grande parte do que é feito por alguém ou por sua equipe precisa ser inovador, gerar tendência e, acima de tudo, impactar o cotidiano de forma geral.
É óbvio que, a procura por um herdeiro de Jobs só está começando e, talvez, nunca tenha fim.



Em suma, Steve Jobs foi alguém que gerou tendência, criou mercados e determinou necessidades que não existiam. Estava atento a todos os detalhes dos projetos desenvolvidos por sua companhia e dava atenção à simplicidade de uso desses equipamentos criando uma experiência diferente tanto para quem já estava acostumado com tecnologia quanto para quem estava comprando o seu primeiro equipamento.
Hoje existem vários CEOs, empreendedores, criadores entre outros homens e mulheres do segmento tecnológico que têm alguns dos traços marcantes de Jobs, mas será difícil encontrar alguém que possa unir todas as características de um gênio ou guru – como alguns o chamavam – de uma forma tão completa como ele conseguiu. 

Mobile Marketing vale a pena?

Mobile marketing (ou móbile marketing) é o termo utilizado para definir ações de marketing realizadas através de celulares ou dispositivos móveis. É amplamente utilizado para campanhas que utilizam: SMS, MMS, jogos, mobile sites (páginas da internet para dispositivos móveis) e ações com conteúdo.

Mas será que estas ferramentas são eficientes? Muitos dizem que sim e muitos dizem que não.

Mas eu diria que se a criatividade aliada à tecnologia for muito bem utilizada, estas ferramentas podem sim render muitos frutos. Claro, sempre sob o olhar de profissionais especializados em comunicação, marketing, administração e tecnologia da informação.
A vantagens destas ferramentas são o acesso direto a consumidores e futuros consumidores. Consumidores que talvez não estejam ou não sejam atingidos em veículos de comunicações usuais. A integração de mídias e interatividade com certeza pode ser impactante.

Mailing Personalizado, e-mail marketing (opt in - com permissão de recebimento) , sms (via telefone, celular, etc) , Bluetooth Marketing, mala direta, etc

E não podemos nos esquecer do grande Boom de celulares smartphones. O acesso à internet via celular aumentou assustadoramente. As empresas precisam estar atentas à isto (Leia o nosso artigo sobre o Kekanto e Foursquare) .

É realmente o profissional de marketing, empresas e agências cada vez mais depara-se com mais ferramentas. E vence a brincadeira quem chegar primeiro e principalmente, utilizar tais ferramentas com maestria e inteligência.

Afinal, o consumidor não é burro. E hoje, além de inteligente é muito exigente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Companhias adotam redes sociais para contratar



As redes sociais estão cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas e começam a avançar também no recrutamento de pessoal. Dados de agosto deste ano do Ibope Nielsen Online mostram que o Facebook tem 30,9 milhões de usuários, o Twitter, 14,2 milhões e o LinkedIn mais de 4 milhões. Num universo desta magnitude as redes tornaram-se um ambiente ideal para busca profissionais. 

Segundo Glória Di Monaco, sócia da Navigators, empresa especializada em estratégias para mídias digitais, existem duas formas de recrutamento nas redes: uma delas é a informal e, neste caso, os profissionais de recursos humanos usam o LinkedIn, por exemplo, para localizar perfis interessantes. "Mas isso pode ocorrer de maneira aleatória, sem planejamento", conta. A outra diz respeito a empresas com estratégias estruturadas de recrutamento a partir dos processos de seleção, divulgando nas redes sociais os programas que realizam no mundo real. 

Mais maduros

Levantamento da desenvolvedora de softwares para seleções Vagas Tecnologia com base em currículos cadastrados no site vagas.com.br mostra que, dos 54.180 usuários, apenas 8% dos profissionais com idade entre 30 e 34 anos possuem um perfil no Facebook para consulta num eventual processo de seleção. No Twitter , o índice é de 9% e, no LinkedIn, 11%. Entre os profissionais com 35 anos ou mais, os porcentuais são ainda mais baixos: 4% para Twitter e Facebook e 5% para LinkedIn. 

O gerente de marketing e vendas da empresa, Luis Testa, diz que os candidatos dosite têm opção de colocar no currículo um link para que o profissional de recursos humanos possa visualizar o perfil no Facebook, Twitter e LinkedIn. No levantamento foram analisados perfis de candidatos que tiveram a iniciativa de integrar seus currículos com suas redes sociais.

A batalha pela publicidade infantil

Uma criança assiste televisão no sofá da sala. Nos intervalos do desenho animado, comerciais animados se revezam. Um deles, de um biscoito colorido, chama a atenção do pequeno. Imediatamente, o pai é solicitado a atender ao novo desejo da criança. Se sentindo culpado por não poder passar tanto tempo quanto gostaria com seu filho, corre para compensar sua ausência com biscoitos. A criança come satisfeita, já pensando no próximo pedido.

Situações como esta são comuns – no Brasil e no mundo todo. As crianças são curiosas, ávidas em aprender sobre tudo. Gostam de novidades. Como todos nós, têm necessidades e desejos. Muitos são atendidos através do consumo.

Mas críticas a este processo são frequentes. Dizem que gera consumismo, obesidade, entre outros males. De fato, a obesidade infantil é um problema crescente. A valorização do consumo como forma de expressão da identidade também. E a causa de tudo isso tem sido atribuída à publicidade. A solução parece simples: proibir a publicidade direcionada à criança. É o que alguns defendem.

Dizem que todo problema tem uma resposta simples, clara e... errada. Me parece ser o caso aqui. No exemplo acima, devemos considerar vários pontos. O que não é saudável à criança não é o consumo eventual de biscoitos, mas seu consumo excessivo. Os pais têm uma responsabilidade permanente sobre seus filhos: impor limites. É parte importante da educação. Afinal, o mundo imporá limites ao jovem e adulto. Sem limites, o filho torna-se um tirano. E o futuro adolescente será inseguro.

Se o produto anunciado pode causar malefícios, ele deve ser o principal objeto de mudança. As empresas devem oferecer alimentos sem excesso de açúcar, sódio ou gordura saturada. E ainda devem orientar para o consumo moderado. Se não o fizerem, poderão perder vendas futuras. Se não houver publicidade de produtos infantis, a programação infantil perde seus patrocinadores. Sem eles, torna-se inviável. Sem entretenimento infantil, as crianças seriam condenadas à programação adulta, tão mais inadequada.

A criança já é protegida hoje de possíveis excessos das empresas por uma série de normas e regulamentações: Código de Defesa do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, Conar, Anvisa... Como se não bastasse, há projetos de lei bem mais radicais em trâmite. O PL 5921/2001 propõe simplesmente a proibição de toda publicidade direcionada à criança, apesar de seu teor ter sofrido várias modificações durante estes 10 anos em que passa de comissão em comissão. O PL 87/2011 quer a proibição de qualquer forma de publicidade dentro de escolas do ensino básico. O PL 244/2011 considera abusiva a publicidade que possa induzir a criança a desrespeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família. Eu gostaria de saber quem serão os sábios definidores destes valores éticos e balizadores daquilo que conspira contra eles. Há ainda o PL 702/2011, que busca eliminar a publicidade infantil no período das 7 às 22 horas, pretendendo colocar assim as crianças à salvo.

A publicidade de produtos que a criança consome tem sido tratada por certos setores como a de cigarros ou de bebidas alcoólicas. É uma postura perigosamente radical. Busca tirar dos pais a possibilidade de escolha. O código de autorregulamentação publicitária já orienta que “nenhum anúncio dirigirá apelo imperativo de consumo diretamente à criança”, que não deverá “impor a noção de que o produto proporcione superioridade ou inferioridade” e que deve respeitar “a ingenuidade, a credulidade e inexperiência” dos menores.

São raros os países que proíbem a publicidade infantil: Canadá (apenas em Quebec, desde 1980), Suécia (desde 1991) e Noruega (desde 1992). Curiosamente, são raras também as próprias crianças nesses países. A população infantil do Brasil, de 44 milhões de pessoas, é maior que a população inteira de todos esses lugares somados. O impacto econômico de uma eventual proibição desse tipo no nosso país seria enorme.

O Estado não deve ter a pretensão de decidir pelos pais o que é melhor para as crianças. E as empresas devem ser responsáveis ao lançar e divulgar produtos direcionados ao público infantil. Melhor que proibição, precisamos de conscientização.

* Arnaldo Rabelo é consultor em marketing infantil, MBA em marketing pela Fundação Getúlio Vargas, diretor da Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) e coautor dos livros “Licensing” e “Marketing Infantil”.

Facebook permite marcar até quem não é amigo


A partir de agora, usuários do Facebook podem marcar pessoas que não sejam suas amigas na rede social.

Quando alguém for "dona" de um post público, poderá marcar qualquer um que tenha comentado ali. Basta escrever o nome ou precedê-lo do símbolo "@".

A novidade foi anunciada na última quinta-feira, 6, e, segundo o The Next Web, vem como passo natural para a rede social, que recentemente adotou um recurso que permite "seguir" outras pessoas sem precisar adicioná-las como amigas.

Quem for marcado receberá uma notificação, dando a oportunidade para que, se não quiser ficar ali, possa apagar a ligação.

Comércio por meio das redes sociais é tendência


A internet abre a cada dia novas oportunidades de negócios. Uma tendência que aparece como promissora, segundo especialistas, é a oferta de produtos e serviços por meio das redes sociais - o que passou a ser conhecido pelo termo social commerce - o que pode ser uma chance não só para grandes, mas também para pequenos estabelecimentos aparecerem no comércio eletrônico.
Estudo recente da consultoria Booz&co mostra que o social commerce movimentará no mundo US$ 5 bilhões neste ano, valor que saltará para US$ 30 bilhões em 2015. E a pesquisa conclui que desenvolver uma estratégia intregrada nessa área, com a coleta de dados dos consumidores e a criação de métodos para os clientes decidirem pela compra de produtos, por meio de experiências de consumo atrentes, é essencial para ser bem sucedido nessa nova era.
Com a intenção de aproveitar o potencial dessse mercado, um grupo de amigos, de Santo André e São Bernardo, de áreas profissionais diferenteCW-5s (de tecnologia de informação, administração, comercial e web design), se reuniu e montou a empresa Populos, com sede em São Bernardo. Tem como foco um site que combina ofertas de estabelecimentos e o compartilhamento de experiências de lazer dos usuários. Carvalho cita que a ideia da iniciativa surgiu ao observarem que é grande a procura por restaurantes e opções de lazer (cinema, teatro, shows) pela rede mundial e também que muita gente dá preferência, na hora da escolha, à opinião de conhecidos para usufruir desses serviços.
A empresa une essas três coisas (relatos de consumo postados pelas pessoas cadastradas, ofertas de produtos e serviços e sistema de listagem que reúne as preferências de usuários que se conheçam ou que tenham perfis semelhantes). E os interessados podem se inscrever ou mesmo fazer consultas sem a necessidade de se cadastrar previamente (nesse caso, não terão acesso a todas as funcionalidades), para conhecer as ofertas existentes.
O negócio ainda está em fase de captação de recursos junto a investidores, mas o site (populos.com.br) já foi ao ar e interessados podem fazer um pré-cadastro. Segundo um dos sócios, Ricardo Carvalho, foram obtidos até agora 35% do valor total (R$ 350 mil) que eles esperam alcançar para colocar a empresa em operação plena, em janeiro. A expectativa, traçada no plano de negócios, é ter faturamento bruto de R$ 6 milhões dentro de quatro anos.
Carvalho, que é da área de TI e trabalhou em empresas como IBM e HP, já fez projetos com dois outros sócios, que ele conhece há vários anos: Wilson Poletti faz o design do site e Marcelo Fidelis tem experiência administrativa, de gestão de equipes de grandes companhias.
EMPREENDEDORES - Recente pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas mostra que a abertura do negócio próprio é outra tendência no País. A taxa de empreendedores em estágio inicial, no ano passado, chegou a 17,5%, a maior desde o início desse tipo de levantamento, há 11 anos