quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Novo perfil do Facebook chega ao Brasil nas próximas semanas

Apresentadas em setembro, as mudanças nos perfis do Facebook começaram a ser introduzidas nesta terça-feira (6). A Timeline, uma linha do tempo com as atividades do usuário, é a principal delas. Segundo a assessoria do Facebook no Brasil, as atualizações começam "nas próximas semanas".

As modificações começaram a entrar no ar em perfis da Nova Zelândia, segundo comunicado da rede social. A intenção é testar o desempenho e reação dos usuários.
Reprodução
A Timeline vai hierarquizar informações sobre as atividades de uma forma diferente
A Timeline vai hierarquizar informações sobre as atividades de uma forma diferente
Além da timeline, que hierarquiza informações de uma forma diferente, buscando dar ênfase ao que for mais importante em cada período, outra novidade é a existência de novos verbos para compartilhar atividades. Mark Zuckerberg explicou a novidade com o seguinte exemplo: "Você não precisa 'curtir' um livro. Pode apenas 'ler' um livro".
Por meio de aplicativos, será possível compartilhar, por exemplo, o que você está comendo, que receita está preparando ou quantos quilômetros você percorreu da última vez que saiu para correr.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Google para de subsidiar o navegador Mozilla Firefox


A Fundação Mozilla, que desenvolve o navegador Firefox, perdeu um dos maiores investidores: o Google. De acordo com o site ZDnet, o acordo entre as duas empresas não foi renovado. O Google pagava para ter sua busca como ferramenta padrão do navegador Firefox.
Esse acordo fez com que, nos últimos anos, o Google pagasse US$ 1 por barra de ferramentas instalada nos navegadores Firefox. No ano passado, esse acordo representou 84%, das receitas da Fundação Mozilla. A parceria foi assinada em 2008, quando o Chrome, navegador desenvolvido pelo Google, e rival do Firefox, ainda estava em desenvolvimento.
Porém, o acordo terminou em novembro e não houve nenhuma renegociação. Na semana passada, o Chrome chegou a 18% do mercado de navegadores, contra 22% do Firefox. De acordo com dados do Statcounter, o Chrome já teria ultrapassado o Firefox neste mercado.

Facebook anuncia compra da Gowalla

A rede social Facebook anunciou o alargamento dos escritório em Nova Iorque, a contratação de milhares de empregados em 2012 e, a CNN, citando «uma fonte próxima ao Gowalla», revelou que o Facebook teria adquirido a empresa de serviços de localização por uma quantia não revelada.


Segundo a CNN, a maioria dos trabalhadores do Gowalla, incluindo o fundador Josh Williams, deve mudar de sede da empresa em Austin, no Texas, para a sede do Facebook, em Palo Alto, Califórnia.

Um representante da Gowalla não quis comentar a notícia, citando uma política contra reagir a «rumores e especulações».

Já o principal rival do Gowalla, o Foursquare, divulgou um comunicado a saudar a empresa: «Parabéns para a equipa de Josh. Aqui no FourSquare, continuamos a focar-nos na construção de um produto surpreendente e no crescimento da nossa comunidade».

Os rumores da compra do Gowalla foram bem recebidos pela imprensa especializada, que ainda não conseguiu localizar ninguém do Facebook para confirmar a informação. A rede social tem o seu próprio serviço de localização, o Places, lançado em Agosto de 2010.

Em Setembro deste ano, o Gowalla anunciou mudanças no serviço, que passou a agregar recursos típicos de redes sociais. Em vez de fazer check-in, os utilizadores do serviço passaram a criar «histórias», quando se encontram para sair juntos, como no Facebook, em que um utilizador pode marcar vários amigos num lugar.

Depois disso, qualquer pessoa pode contribuir com a tag fotos e outros conteúdos para a história, que passou a ser uma experiência comunitária. Na época, o CEO do Gowalla, Josh Williams, chegou a dizer em entrevista durante a conferência TechCrunch Disrupt que estava interessado em testar a hipótese de que o «conteúdo social teria valor para os seus utilizadores».


Próxima de realizar o seu IPO, o Facebook tem hoje cerca de três mil funcionários, a maioria na sede da empresa em Palo Alto. Na sexta-feira, a directora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, esteve em Nova IOrquepara anunciar que a companhia iria começar a contratar engenheiros na cidade, onde possui um pequeno escritório na Madison Avenue com cerca de 100 funcionários.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Accioly particpa da Festa da Propaganda

Para comemorar o Dia Mundial da Propaganda (30), o SJCC (Sistema Jornal do Commercio de Comunicação), reuniu as principais agências publicitárias de Pernambuco para festejar. E a Accioly Comunicação esteve presente.

A festa começou por volta das 20h, no Cabanga, com o nome Bar da Pauta, como foi batizado o espaço. Muita música e bastante animação marcaram toda a noite. O clima de descontração era visível entres os convidados. 

Oficialmente o Dia da Propaganda é celebrada no dia 4 de dezembro, mas foi antecipado na Veneza brasileira. "Festejar a propaganda é festejar o conhecimento e a criação", disse animadíssimo Carlos Accioly, presidente da Accioly Comunicação. Empresa que está a menos de uim ano no mercado, porém já tem uma relevância no mundo publicitário.

O Facebook vale o preço que a gente se vende

Quer dizer então que o Facebook vai anunciar no ano que vem que vale US$ 100 bilhões? Não faço ideia do que sejam US$ 100 bilhões, e aposto que nem o povo do Facebook faça, incluindo aí o sabido do Mark Zuckerberg. Até porque, vamos combinar, 100 bi-lhões de dó-la-res simplesmente não existem. Ou melhor, existem sim. No plano do dinheiro inventado - plano infalível este que está desmoronando em efeito dominó economias no mundo inteiro -, 100 bi-lhões de dó-la-res são ironicamente tão reais quanto aquilo que o próprio Facebook promove: uma experiência social filtrada, mineral e saciável.

Cada vez mais, cientes ou não de que estamos à mercê de uma ferramenta online disposta a tudo para vender nossos dados, gostos, amores e divórcios para quem estiver interessado em pagar por isso, usamos o Facebook para mediar o que entendemos por realidade. E não importa se você só entra lá para "observar os outros" - o usuário voyeur - ou para "compartilhar links" - o usuário "só bebo socialmente".

Fato é que o Facebook nunca foi exatamente o "livro dos rostos" ou mesmo uma representação mais complexa do tal livro da faculdade, como surgiu a ideia inicialmente. Ele é, para qualquer tipo de usuário, um meio de minimizar o ruim e maximizar o bom, é aquele desequilíbrio necessário. O jeito mais fácil e rápido de você trancar em um espaço fechado a ideia que você faz de si mesmo e dos outros. Não sei se isso não é moralmente questionável, mas sei que é comercialmente genial.

Afinal de contas, tem jeito melhor de vender para pessoas que podem, com alguns poucos cliques, ser encerradas segundos seus interesses e links compartilhados? O Facebook, que bem poderia ser chamado de Fakebook ("fake" de falso) dada a quantidade de projeções que colocamos e/ou vemos ali, é o jeito mais simples de transformar sujeitos em objetos. Até porque quem está nas prateleiras agora somos nós, catalogados e etiquetados de acordo com nossas fotos, links, comentários e "likes". E somos vendidos diariamente.

Me lembra o depoimento (fictício) de uma personagem do filme canadense Os Amores Imaginários, quando a moça fala que assim que ele se mudou pro apartamento dela, a relação acabou. Acabou porque a ideia de amor que ela criou era um "ser" a parte. "Eu era apaixonada pela ideia do nosso amor, é o conceito que você ama." Uma vez que acabou a distância, no caso dela, acabou a ideia do amor como esse envelope fechado e perfumado. O Facebook, muito sabiamente, nos usa de conceito e nos envia em envelopes para um sem números de empresas que querem nos achar. E parecemos amar cada vez mais essa ideia e alimentar essa distância. Sendo assim, o Facebook vale o dinheiro que não existe porque nós valemos o que não somos. Ou melhor, nessa lógica, ele vale muito mais que US$ 100 bilhões. Vale o queremos ser e como queremos nos vender.

O que também me faz recordar outro trecho da ficção, desta vez literária. Nesse nosso processo gradual de objetificação, nos assemelhamos aos personagens de um conto de José Saramago chamado Coisas. Nele, as tais coisas que nos cercam, das portas que abrimos às roupas que vestimos, começam a se descontentar com seu papel de objetos e passam a assumir o controle da situação. A única solução é "resetar" (palavra que, claro, Saramago não usa) o sistema e ficar completamente nu, despido de todas essas¿ coisas. "Agora é preciso reconstruir tudo. Não tínhamos outro remédio, quando as coisas éramos nós. Não voltarão os homens a ser postos no lugar das coisas", diz a personagem. Saramago podia ser um descrente, mas não se pode negar que ele era um otimista nato.

Zuckerberg quer que Facebook seja "líder em privacidade"


Após assinar um acordo com a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos, Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, fez um post no blog oficial da rede se manifestando sobre o entendimento. Acusado de "enganar" os consumidores quando mudou a política de privacidade em 2009, o Facebook se comprometeu, na terça-feira, a pedir autorização aos usuários sempre que alterar as regras de compartilhamento do site.

"Sou comprometido em fazer o Facebook ser o líder em transparência e controle de privacidade", afirma o executivo no post. Ele aponta uma série de melhorias implantadas neste ano para ampliar o controle que o usuário tem sobre seu conteúdo, e avalia que esse controle é um fator chave para que as pessoas se sintam seguras para compartilhar informações online.

Sobre o acordo com a FTC, Zuckerberg lembra que Google e Twitter chegaram a entendimentos semelhantes recentemente. "Esses acordos criam um escopo de como as companhias deveriam abordar a privacidade nos Estados Unidos e em todo o mundo", opina o fundador do Facebook, para quem os compromissos também "ajudam a dar forma a um novo padrão de privacidade para a nossa indústria".

O texto do blog não perde a oportunidade e sai em defesa da rede social fundada pelo CEO. Zuckerberg argumenta que algumas das reclamações da FTC já haviam sido corrigidas antes da assinatura do acordo. "Reclamaram do programa Verified Apps, que encerramos há quase dois anos, em dezembro de 2009", exemplifica.

O acordo com a FTC também prevê auditorias periódicas no Facebook para avaliar as práticas da empresa em relação à privacidade dos usuários. Segundo Zuckerberg, as auditorias serão feitas a cada dois anos por uma empresa externa.

Também foram criados dois cargos para monitorar a questão e "garantir que nosso compromissos serão refletidos no que fazemos interna e externamente". Erin Egan assume a recém-criada posição de Executiva-chefe de Políticas de Privacidade, e vai "liderar o engajamento de abertura ao público global e de debate sobre privacidade online". Egan era codiretora de um escritório de advogados especializado em privacidade e segurança de dados. Michael Richter, até então conselheiro-chefe de privacidade, assume como Executivo-chefe de Privacidade em Produtos, e vai "expandir, melhorar e formalizar os programas já existentes de revisão interna de políticas de privacidade".

"No geral, acho que temos uma boa história em oferecer transparência e controle sobre quem pode ver suas informações", disse Zuckerberg. "Mas acredito que um pequeno número de erros importantes, como o Beacon quatro anos atrás e a execução pobre na transição do nosso modelo de privacidade, há dois anos, ofuscaram muito do bom trabalho que fizemos", admitiu.

"Continuaremos a melhorar o serviço, construir novas formas para você compartilhar e oferecer novos modos de proteger você e sua informação melhor do que qualquer outra companhia no mundo", conclui Zuckerberg.