terça-feira, 5 de julho de 2011

Redes sociais, a empresa nas mãos do cliente


A utilização das redes sociais como ferramenta de marketing de relacionamento está servindo para, cada vez mais, aproximar as empresas dos clientes, reforçando o caráter do atendimento mais personalizado. Mas tão importante quanto abrir canais é saber modular essa comunicação e ter uma intencionalidade nas relações, para saber exatamente o que buscar nesse oceano de estímulos e informações.

Apesar de ainda haver um gap muito grande entre a cultura de comunicação interna de muitas organizações – mais fechada, controlada e lenta – e a cultura das redes sociais – um território cujo princípio de existência é a livre e instantânea circulação de informações –, as empresas já têm utilizado as redes sociais como um grande ouvido para o mundo exterior. Além de flagrar as pessoas expressando suas opiniões com liberdade – ampliando muito o poder das pesquisas –, as empresas também podem ser proativas na comunicação, alimentando perfis no Facebook, no Twitter e no Youtube, por exemplo. Neles, as companhias conseguem emitir mensagens mais propositivas, que alavancam discussões e tentam criar um ambiente legítimo de relacionamento com a clientela.

O recurso está aí, mas nos coloca frente a algumas questões, como a da credibilidade e do vínculo com o cliente. Se o consumidor não nos perceber como uma fonte confiável, se não enxergar benefícios concretos no relacionamento com a marca, se sentir que a empresa não é de fato aquilo que pretende transparecer, é bem possível que os resultados não sejam bons. Nós, comunicadores, precisamos ter sempre em mente quatro características fundamentais das novas tecnologias: portabilidade, interatividade, conectividade e multifuncionalidade. O mundo está na palma de sua mão e todos podem participar dele, então é natural que as pessoas demandem respostas coerentes das empresas, com essas propriedades do meio em que convivem socialmente.

O cliente vai exigir, cada vez mais, acesso online permanente, canais de diálogo efetivos e respostas imediatas às suas demandas como consumidor. E, mais uma coisa importante: um alinhamento com os valores nos quais acredita. Nesse ambiente de transformações incrivelmente velozes, o Customer Relationship Management, ou CRM, vem ganhando peso. Quanto mais ferramentas tivermos para conhecer o consumidor e atender a suas demandas explícitas e implícitas, evidentemente as chances de sobrevivência aumentam. Agora temos de ir além e buscar uma antecipação das necessidades das pessoas, compreendendo com mais precisão a dinâmica interna das transformações, pois o risco da obsolescência é cada vez maior. As redes sociais e a tecnologia me parecem ferramentas cruciais dessa mentalidade que, no entanto, não pode ser reduzida aos ambientes sociais.

Assim como a sofisticação da interação empresa-cliente caminha para um foco cada vez mais personalizado, também não há soluções padrão, pois as empresas são muito diferentes entre si. Há questões próprias nas esferas da governança, da tecnologia e do marketing e cada uma sabe onde lhe dói o calo, como se diz popularmente. Então, é fundamental que cada corporação encontre a sua própria forma de se relacionar com as redes sociais ou só tornará mais exposta às suas fragilidades. É um meio em que o sucesso e o fracasso são virais, e por isso há riscos. Para enfrentar a superexposição tentadora das redes, é preciso estar disposto a viver sob as regras desse meio; não dá para ser “social” pela metade. É uma mudança de mentalidade, não apenas de ferramentas, que exigem uma visita contínua às raízes e à identidade de cada organização – que não poderá mudar tanto a ponto de não reconhecer mais a si mesma.

Redes sociais influenciam nas compras

Segundo pesquisa, a prática é mais comum no Brasil do que no resto da América Latina


A maioria dos brasileiros faz pesquisas em redes sociais, como o Facebook e o Twitter, antes de decidir se vai comprar algum produto.

É o que indica um estudo feito pela Oh! Panel e encomendado pelo Mercado Livre, segundo o qual 61,4% dos brasileiros buscam informações nesse tipo de site antes de comprar.

O levantamento aponta, também, que a prática é mais comum no Brasil do que no resto da América Latina, onde o índice médio foi de 58,9%. Além da busca por informações, as redes sociais também são usadas para demonstrar preferência por determinada marca.

De cada dez entrevistados, quatro disseram que seguem alguma marca. No Brasil, 81% dos usuá- rios estão em busca de novos produtos e 75,6% procuram descontos especiais. O que motiva esse comportamento, para 78,6%, é a vontade de conhecer novos produtos e serviços.

Já para 74,7%, o interesse é de encontrar ofertas. O estudo conclui, ainda, que 56% dos brasileiros compram diretamente nas redes.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Facebook pode lançar videochat em parceria com Skype, diz site

Em vez de lançar a primeira versão do aplicativo para o iPad, fontes afirmam que lançamento envolve melhorias na ferramenta de chat


Em evento na próxima semana, o Facebook pode lançar um novo recurso que permitirá fazer videochamadas por meio do chat do Facebook, numa parceria com o Skype. Segundo fontes do site TechCrunch, a videoconferência funcionará diretamente no 
navegador, integrada ao perfil do usuário no Facebook.



Ontem, em encontro com a imprensa em Seattle (EUA), Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, disse que prepara um lançamento surpreendente para a próxima semana. Hoje, a rede social enviou os convites do evento, que será realizado em 6 de julho. Ícones no convite são mais um indicativo de que a novidade está relacionada ao chat.

Alemanha quer proibir festas convocadas através do Facebook


Os ministros do Interior dos estados federais da Baixa Saxónia, da Renânia Norte Vestefália e da Baviera querem proibir as festas convocadas através das redes sociais, pela facilidade com que se podem tornar ameaças à ordem pública.


A medida partiu de um incidente no início do mês, em Hamburgo, quando uma adolescente marcou a festa do seu 16.o aniversário pelo Facebook. A jovem esqueceu-se de marcar o evento como privado para os seus amigos e a festa surgiu de forma aberta a todos os contactos na rede social. Mais de 1500 pessoas compareceram, sobrelotando o local e provocando distúrbios. Mais de uma centena de polícias tiveram de ser destacados para controlar a multidão. Onze participantes foram mesmo detidos por agressão, danos materiais e resistência às autoridades. Durante o mês de Junho, várias festas organizadas através das redes sociais foram dispersadas pela polícia. Numa delas, em Wuppertal, aonde tinham acorrido 800 pessoas, a polícia deteve 41 participantes. Dezasseis outros ficaram feridos.

Uwe Schünemann, ministro do Interior da Baixa Saxónia, disse ao jornal "Welt am Sonntag" que "quando a segurança e a ordem pública estão ameaçadas as convocatórias de festas através do Facebook devem ser proibidas de antemão". O responsável pelo mesmo ministério no estado da Baviera, Joachim Hermann, considera que um "convite inocente" para uma festa, como a atrás citada, pode tornar-se "um grave problema de segurança" caso não se tomem precauções de privacidade nas redes sociais. O seu homólogo no estado da Renânia Norte Vestefália, Ralf Jäger, defende que, "se existem indícios de perigo para os participantes ou para terceiros em festas convocadas através do Facebook, os responsáveis locais devem proibir o acto".

Schünemann exige que os jovens recebam formação sobre os perigos das redes sociais nas escolas e apelou a que os pais dos anfitriões das festas cubram os custos em caso de perturbações da ordem.

As redes sociais entram no mercado de trabalho



Retweets, comments, likes, trending topics. Palavras que assustam muitos leigos dentro da internet fazem parte do cotidiano de Gisele Rebelo. A publicitária de 24 anos passa a maior parte do seu tempo online, conectada e sempre atenta. A diferença é o que para muitos é sinônimo de lazer para ela significa trabalho. Gisele faz parte de um ramo em ascenção no mercado, a dos analistas de redes sociais, pessoas que plantam ações na web para colher resultados dentro e fora dela.

"Um analista de redes sociais trabalha basicamente com relacionamento, realizando o planejamento e a execução de ações definindo estratégias de como aproximar uma figura pública ou marca do grande público dentro de páginas como Facebook e Orkut", explica.

A publicitária, que já trabalhava com Internet, conta que foi somente a três anos que percebeu as oportunidades que os novos sites de relacionamentos virtuais poderiam trazer. "Em meados de 2009 eu fazia divulgação gratuita de festas, só ganhava brindes e convites, quando fui procurada por uma produtora para divulgar os eventos que ela realizava. Fui contratada via Twitter mesmo, desde então não parei mais", comenta. Atualmente Gisele trabalha com pesquisas de tendências e monitoramento em mídias sociais numa agência da Capital, a Aceita.

O caso de Gisele não é isolado, já que vem crescendo significativamente o número de empresas que adotam as redes como método de comunicação. Segundo um levantamento da Catho, o maior site de classificados de empregos do país, o número de vagas para funções relacionadas às mídias sociais cresceu 140% nos últimos seis meses em comparação a todo o ano passado. Só neste ano, 240 vagas foram anunciadas no site. Os salários podem variar muito (confira o gráfico), mas quem atua na área garante que o retorno financeiro não é o maior atrativo deste tipo de emprego. "A grande gratificação esta em gerenciar um projeto, humanizar uma marca ou produto. Ver que muitas pessoas 'curtiram' o teu trabalho já é uma recompensa", comenta Gisele, em alusão ao famoso botão do Facebook.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vaticano passa a utilizar redes sociais para se comunicar com fiéis


O Vaticano decidiu expor-se de forma direta ao diálogo com a sociedade fazendo uso das redes sociais pelas mãos de uma agência de publicidade espanhola, que criou seu portal multimídia "News.va", inaugurado nesta semana pelo papa Bento XVI.
O papa lançou na terça-feira passada o novo site a partir de um tablet de última geração, ao lado de Gustavo Entrala, membro fundador da agência espanhola, que também pôde presenciar como o papa enviou seu primeiro tweet a partir da conta que o Vaticano abriu no Twitter.
Além disso, ele enviou a mensagem do iPhone de Entrala, que em entrevista coletiva nesta sexta-feira ofereceu detalhes da nova estratégia digital do Vaticano e manifestou seu orgulho pela mensagem enviada por Bento XVI.
"Queridos amigos, acabo de lançar o ''http://www.news.va/en''". Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Com minhas orações e bençãos", dizia no tweet.
No total, meio milhão de usuários já viram essa primeira mensagem do papa no Twitter do Vaticano, que superou os 80 mil seguidores em apenas dois dias.
A empresa espanhola acredita que o papa continuará utilizando este novo canal de comunicação com o envio de alguns tweets que coincidam com datas como Natal e Páscoa e que Bento XVI poderá inclusive criar sua própria conta na rede social.
Além disso, a aposta do Vaticano pelas redes sociais se completou com a abertura de um perfil no Facebook que já conta com cerca de 10 mil amigos, um número ainda distante dos mais de 1,3 bilhão de fiéis com os quais conta atualmente.
O diretor criativo da agência, Carlos García-Hoz, explicou que "News.va" é um portal multimídia no qual se podem ver e escutar as principais notícias, tanto escritas quando transmitidas, dos meios de informação ligados ao Vaticano.
Além disso, a partir dele será possível acompanhar ao vivo alguns dos discursos do papa Bento XVI que forem retransmitidos por estes meios.