Você, certamente, já ouviu falar em Orkut, MySpace, Flickr, YouTube, Tumblr, Facebook, Twitter. É provável que até possua perfil em algum deles. Sabemos que as redes sociais foram criadas como uma forma de aproximar pessoas mesmo distantes geograficamente e de favorecer a divulgação de ideias e projetos. O que ninguém imaginava, no entanto, era que elas assumiriam outros papéis além da congregação virtual. Em vez de se limitar ao mero compartilhamento de vídeos, mensagens, fotos, notícias ou simples percepções sobre a vida, as redes sociais se constituíram ferramentas de transformação política.
Eu explico melhor. Basta nos recordarmos das recentes notícias vindas do Egito, da Tunísia e da Líbia sobre a articulação de movimentos populares locais para a derrubada de governos violadores de direitos humanos e de como as redes sociais tiveram papel fundamental na divulgação dos acontecimentos e na organização das manifestações. Cabe ressaltar as duras ordens dos ex-presidentes Mubarak, do Egito, e Khadafi, da Líbia, para cancelar o acesso da população às redes sociais com o objetivo de bloquear a comunicação entre os manifestantes ao perceberem que a internet estaria ajudando a divulgar, de forma muito rápida, as ideias revolucionárias. Como sabemos, no entanto, os revoltosos conseguiram meios de continuarem usando as redes sociais para marcar pontos de encontro e convocar pessoas para novos protestos.
Outro exemplo é de como o movimento “Ocupar Wall Street” iniciado no epicentro do capitalismo financeiro e difundido pelo mundo ganhou maior destaque a partir das mensagens de apoio vindas da internet dos inúmeros simpatizantes solidários com a causa dos manifestantes empenhados nos protestos contra a ganância das corporações capitalistas e as desigualdades sociais.
Vale lembrar também como as notícias veiculadas pela rede reacenderam a esperança na vitalidade do protagonismo dos jovens (numericamente os maiores usuários das redes sociais) que, mais próximos, e por que não dizer conectados, conseguem se engajar mais facilmente em causas coletivas como campanhas ambientais, luta contra corrupção, entre outros. Cito, nesse caso, a iniciativa Primavera da Saúde propagada amplamente pelo Twitter, Facebook, YouTube e blogs e que reivindica mais recursos para o SUS além da regulamentação da EC 29.
Obviamente, as redes sociais não dão origem às manifestações, mas potencializam a mobilização e o debate de ideias, fatores fundamentais para a articulação de qualquer movimento social. É claro que a ação tem que acontecer no mundo real (protestos, ocupações, passeatas, marchas), mas parte dessas atividades pode, sim, ser organizada e difundida pelas mídias sociais. Por essa perspectiva, o “retweet” (o boca a boca virtual usado no Twitter) ou um simples “curtir” no Facebook pode ter um caráter revolucionário. Talvez não transforme o mundo, mas pode aproximar as pessoas dispostas a construírem uma sociedade mais consciente de suas responsabilidades.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Google anuncia fim do aplicativo do Gmail para BlackBerry
O Google anunciou que, a partir de 22 de novembro, não dará mais suporte para o aplicativo do Gmail para aparelhos BlackBerry, fabricados pela RIM. Na prática, não será mais possível baixar o programa, mas os que já têm o software instalado poderão continuar usando.
“No último ano, nós temos focado nossos esforços em construir uma ótima experiência para o Gmail no navegador do próprio celular. Vamos continuar a investir nessa área”, diz o comunicado da empresa. “Os usuários que quiserem poderão continuar usando o aplicativo, mas nós não daremos mais suporte.”
O Google sugere que os donos de aparelhos BlackBerry acessem seu serviço de e-mails pelo aplicativo web, que pode ser acessado pelo navegador do celular entrando em www.gmail.com.
Aliada Jóias é premiada no JC Recall
A noite foi de reconhecimento para as empresas que têm as marcas mais lembradas pelos consumidores pernambucanos. A Accioly Comunicação fez a festa, em menos de um ano no mercado publicitário pernambucano, conseguiu que a marca ALIADA JÓIAS ficasse no 2º lugar em reconhecimento do público na categoria relojaria.
O 14º JC Recall de Marcas premiou, nesta terça-feira (8), no Armazém Blu’nelle, aquelas que conseguiram gravar mais fortemente seu nome na cabeça das pessoas em 2011.
Em destaque, a noite premiou especialmente as empresas que conquistaram as três primeiras posições no ranking geral: Pitú, pela nona vez em 1º lugar; Vinagre Minhoto, em 2º; e Vitarella, em 3º lugar. Essas foram as marcas mais citadas entre todas as categorias.
A cerimônia de premiação contou com a presença de empresários e publicitários das empresas homenageadas.
A pesquisa, realizada pelo Instituto Harrop de Pesquisa e Mercado para o Jornal do Commercio, elencou as 70 marcas mais citadas, distribuídas em categorias que vão desde açúcar, arroz, café, até loja de material de construção, pizzaria, plano de saúde, etc.
Para o diretor executivo da Accioly Comunicação, Carlos Accioly, "é muito importante para mim o reconhecimento dos meus clientes, isso nos motiva ir além e consolidar o trabalho da Accioly em Pernambuco".
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Redes sociais influenciam ações comerciais de empresas
Não são dois ou três comentários em redes sociais criticando um produto
ou serviço que farão os departamentos de marketing das empresas reverem
toda uma estratégia de comunicação, que muitas vezes levou meses para
ser planejada. Mas, que sites como Facebook e Twitter servem cada vez
mais como termômetro para as empresas avaliarem a percepção das pessoas
ao que desenvolvem não resta a menor dúvida.
Foi depois de "ouvir" o que as pessoas estavam falando nas redes sociais que a Kraft Foods resolveu colocar novamente no mercado o Halls Uva Verde, que havia saído de linha no final do ano passado. Mais do que relançar o produto, a companhia homenageou os consumidores. Quatro bustos com as exatas feições dos participantes mais emblemáticos do movimento pela volta do produto ganharam forma pelas mãos de um trio de artistas.
"Assim como grandes figuras estão representadas em monumentos mundo afora, esses fãs fizeram história e merecem ser eternizados", destaca o gerente de marketing da Categoria Balas da Kraft Foods Brasil, Vinicius Pan. A ação levou a assinatura da Espalhe Marketing de Guerrilha.
Como não poderia deixar de ser, a reação à volta do produto foi imediata também na internet. Dados da empresa revelam que os dois primeiros posts que contaram no Facebook sobre a volta do sabor tiveram, somados, quase 5 mil "likes" e 830 comentários positivos. Na época a página Halls Brasil tinha menos de 500 mil fãs no Facebook e hoje já são 750 mil fãs. A comunidade "Eu Amo Halls de Uva Verde" no Orkut tem cerca de 35 mil membros.
O vice-presidente de Publishers da boo-box, Edney Souza, observa que, além do que fez a Kraft Foods com o Halls, outras empresas estão prestando mais atenção ao que acontece nas redes sociais para tomar suas decisões. Lá em 2008, a Nestlé foi atenta às reclamações dos usuários brasileiros no Twitter e trouxe de volta às gôndolas o Nescau tradicional, que havia perdido espaço para as versões light e 2.0. Mais recentemente, a Estrela fez o mesmo com o brinquedo Ferrorama. "Muitas vezes as empresas não identificam exatamente protestos, mas sim movimentos saudosistas, e percebem a oportunidade de criar uma campanha inteligente", diz Souza. "Antes você colocava um comercial no ar e o feedback estava restrito à pessoa que estava ao seu lado, no sofá. Hoje, com as redes sociais, milhões de pessoas comentam", acrescenta.
Em alguns casos, as marcas recorrem às redes sociais como uma ferramenta de suporte às mudanças na estratégia de posicionamento diante dos consumidores. É o caso da Keep Cooler, da Aurora. A bebida de baixo teor alcoólico preparada com vinho branco e suco de frutas foi um sucesso no seu lançamento, na década de 1980. Mas perdeu espaço nos últimos anos. Para tentar reverter isso, a internet foi uma aliada importante.
"Desenvolvemos uma estratégia de rejuvenescimento da marca que foi ativada por ferramentas da web", comenta o presidente da Dez Comunicação, Mauro Dorfman.
Uma das ações foi apostar na criação de Memes, que são imagens, vídeos ou bordões que caem no gosto dos usuários e se disseminam nas redes sociais. Para se aproximar do público jovem, a Keep Cooler criou o Meme Maker, uma ferramenta virtual que permite que qualquer pessoa crie o seu Meme.
Na primeira semana, a ferramenta teve mais de 36 mil acessos por dia. Foram 600 e-mails de elogio e sugestões enviados à empresa, 130 mil menções nas redes sociais e mais de 40 em veículos online e offline nacionais e internacionais. Para Dorfman, além dos números, um comentário de um usuário da internet resumiu o sucesso da ação. "Afinal, Keep Cooler é bom mesmo ou é apenas hype?", diz, destacando que o produto, enfim, estava sendo visto como sendo jovem e moderno.
Foi depois de "ouvir" o que as pessoas estavam falando nas redes sociais que a Kraft Foods resolveu colocar novamente no mercado o Halls Uva Verde, que havia saído de linha no final do ano passado. Mais do que relançar o produto, a companhia homenageou os consumidores. Quatro bustos com as exatas feições dos participantes mais emblemáticos do movimento pela volta do produto ganharam forma pelas mãos de um trio de artistas.
"Assim como grandes figuras estão representadas em monumentos mundo afora, esses fãs fizeram história e merecem ser eternizados", destaca o gerente de marketing da Categoria Balas da Kraft Foods Brasil, Vinicius Pan. A ação levou a assinatura da Espalhe Marketing de Guerrilha.
Como não poderia deixar de ser, a reação à volta do produto foi imediata também na internet. Dados da empresa revelam que os dois primeiros posts que contaram no Facebook sobre a volta do sabor tiveram, somados, quase 5 mil "likes" e 830 comentários positivos. Na época a página Halls Brasil tinha menos de 500 mil fãs no Facebook e hoje já são 750 mil fãs. A comunidade "Eu Amo Halls de Uva Verde" no Orkut tem cerca de 35 mil membros.
O vice-presidente de Publishers da boo-box, Edney Souza, observa que, além do que fez a Kraft Foods com o Halls, outras empresas estão prestando mais atenção ao que acontece nas redes sociais para tomar suas decisões. Lá em 2008, a Nestlé foi atenta às reclamações dos usuários brasileiros no Twitter e trouxe de volta às gôndolas o Nescau tradicional, que havia perdido espaço para as versões light e 2.0. Mais recentemente, a Estrela fez o mesmo com o brinquedo Ferrorama. "Muitas vezes as empresas não identificam exatamente protestos, mas sim movimentos saudosistas, e percebem a oportunidade de criar uma campanha inteligente", diz Souza. "Antes você colocava um comercial no ar e o feedback estava restrito à pessoa que estava ao seu lado, no sofá. Hoje, com as redes sociais, milhões de pessoas comentam", acrescenta.
Em alguns casos, as marcas recorrem às redes sociais como uma ferramenta de suporte às mudanças na estratégia de posicionamento diante dos consumidores. É o caso da Keep Cooler, da Aurora. A bebida de baixo teor alcoólico preparada com vinho branco e suco de frutas foi um sucesso no seu lançamento, na década de 1980. Mas perdeu espaço nos últimos anos. Para tentar reverter isso, a internet foi uma aliada importante.
"Desenvolvemos uma estratégia de rejuvenescimento da marca que foi ativada por ferramentas da web", comenta o presidente da Dez Comunicação, Mauro Dorfman.
Uma das ações foi apostar na criação de Memes, que são imagens, vídeos ou bordões que caem no gosto dos usuários e se disseminam nas redes sociais. Para se aproximar do público jovem, a Keep Cooler criou o Meme Maker, uma ferramenta virtual que permite que qualquer pessoa crie o seu Meme.
Na primeira semana, a ferramenta teve mais de 36 mil acessos por dia. Foram 600 e-mails de elogio e sugestões enviados à empresa, 130 mil menções nas redes sociais e mais de 40 em veículos online e offline nacionais e internacionais. Para Dorfman, além dos números, um comentário de um usuário da internet resumiu o sucesso da ação. "Afinal, Keep Cooler é bom mesmo ou é apenas hype?", diz, destacando que o produto, enfim, estava sendo visto como sendo jovem e moderno.
Políticos apostam em Redes Sociais
A internet e as redes sociais se consagram cada vez mais como ferramentas que estão a serviço da população. No meio político, sites, Facebook e Twitter, se transformaram em um meio do eleitor observar o que é feito, dar sugestões e cobrar as promessas não realizadas. Já os candidatos, enxergam como uma forma de destacar as ações e se fazer mais presente na mente dos eleitores.
Em São Caetano, o vereador Paulo Pinheiro (PMDB) lançará nesta terça-feira (8/11) seu site todo reformulado e integrado com as redes sociais. “O site está com o visual mais bonito, moderno e prático para que o munícipe seja incentivado cada vez mais a interagir”, afirma o vereador. O site disponibiliza depoimentos de munícipes nos 15 bairros da cidade, propostas legislativas, além de materiais sobre o tema medicina (área de atuação do político).
De acordo com Pinheiro, com quatro anos de existência o site já teve um retorno satisfatório com pessoas que participam dando sugestões ou mesmo fazendo críticas. “Isso foi minha motivação para ampliar os processos de interação e estar cada vez mais próximo do munícipe”, explica. O vereador vê o Facebook como sua arma principal, pois já possui mais de cinco mil seguidores e até uma fan page.
Paulo Pinheiro que é pré-candidato à prefeitura de São Caetano nega que essa seja uma de suas estratégias para a eleição de 2012. “Estou focado no meu trabalho no legislativo e vejo o site como uma forma da população dar retorno ao meu trabalho. Não penso ainda em utilizá-lo para outros fins mesmo porque existe a parte jurídica disso tudo”, afirma o vereador. Outros políticos da região se destacam pela atuação nas redes sociais, como os deputados estaduais Alex Manente (PPS) e Orlando Morando (PSDB) e o deputado federal Vicentinho (PT). Entre os prefeitos, Aidan Ravin (Santo André) e Luiz Marinho (São Bernardo) são os adeptos à tecnologia. (Colaborou Carolina Neves)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Mídias sociais facilitam interação com alunos, defendem especialistas
Escolas precisam experimentar o uso das mídias sociais para aproximar o conteúdo pedagógico da realidade dos alunos, apontaram especialistas em educação que participaram na quinta-feira (3) de seminário sobre o tema, no Rio. Segundo eles, o ideal é testar várias tecnologias e ver qual se adapta às regras da escola e os recursos disponíveis aos alunos, aos professores e aos pais.
Ao apresentar casos bem sucedidos e problemas gerados pelo mau uso de redes sociais, o autor do livroSocialnomics: Como as Mídias Sociais Transformam o Jeito que Vivemos e Fazemos Negócios (na tradução livre), o norte-americano Erik Qualmn, disse que é preciso ousar na educação e não restringir as aulas ao método tradicional que se resume a palestras, sem interatividade.
"Precisamos prestar atenção nos alunos, ver com qual ferramenta ou equipamento eles estão mais familiarizados e dar o primeiro passo", disse Qualmn no seminário Conecta, organizado pelo Sesi/Senai. Ele sugeriu, por exemplo, que escolas passem deveres de casa que possam ser apresentados pelo Youtube e substituam livros pelos ipads – aparelhos que reúnem computador, video game, tocador de música e vídeo e leitor de livro digital.
"Em muitos lugares, existe o debate sobre o uso, pelas crianças, de telefones celulares", disse sobre a disseminação dos smartphones – celulares conectados à internet. "As escolas precisam checar ao que é melhor para si. Na [Universidade de] Harvard, o ipad é permitido em algumas aulas. Outras aulas são dadas da mesma forma há cem anos", acrescentou Qualmn, que também é professor de MBS da Hult International Bussiness, nos Estados Unidos .
Em uma escola pública do município de Hortolândia (SP), Edson Nascimento, professor de educação física, deu o primeiro passo na adoção de novas tecnologias como instrumento pedagógico. Ele criou um blog para divulgar o conteúdo das aulas e conquistou alunos até de outras escolas. Nascimento diz que o principal desafio para difundir a tecnologia na escola é convencer os demais professores a aceitá-la como um recurso educativo.
"Isso não é uma coisa tranquila, não temos adesão de 100% dos professores. Pessoas entendem que se migrarem para a tecnologia não vão mais saber dar aula. Apegam-se ao giz e à lousa como se isso lhes desse controle da turma. Mas os alunos acabam prestando atenção em outras mil coisas", disse Nascimento, que dá aulas para uma escola de 500 alunos de ensino médio e fundamental.
O professor americano Qualmn acrescentou que o próprio uso da internet pode estimular debates sobre a veracidade de conteúdos disponíveis na rede, além de incentivar a produção de conhecimento de forma colaborativa, como o que está disponível no Wikipedia, uma espécie de enciclopédia online aberta, que aceita contribuições de qualquer usuário.
Pedagoga de uma escola particular do Rio, que criou sua própria rede social, Patrícia Lins e Silva relatou que a ferramenta ofereceu "ganchos" para que a escola discutisse tópicos como o uso de "palavrões" e a superexposição de ídolos de adolescentes na rede.
Assinar:
Postagens (Atom)


