sexta-feira, 15 de julho de 2011

Para inovar, e-mail abraça as redes sociais

Ferramenta mais antiga do que a web, o e-mail continua sendo muito usado para compartilhar conteúdo. Um estudo da consultoria Nielsen em conjunto com a AOL mostra que o e-mail ainda é a ferramenta principal para compartilhar conteúdo para 66% dos americanos. “O estudo indica que a atitude de compartilhar conteúdo é alimentada pelas redes sociais, mas também pelo e-mail”, diz Kristin Kovner, uma das responsáveis pelo estudo.

Entretanto, cada vez mais os serviços de e-mail precisam dividir o tempo do internauta com as redes sociais. Nos Estados Unidos, apesar de estarem em segundo lugar na preferência para compartilhar conteúdo, as redes sociais superam o e-mail em tempo gasto.

No Brasil, de acordo com a comScore, as redes sociais e os serviços de e-mail são as categorias que detêm as maiores audiências, perdendo somente para os serviços de busca. As redes sociais tiveram alcance de 85% entre os internautas brasileiros em maio de 2011, contra 75% dos serviços de e-mail.



comScore

E-mail e redes sociais estão entre os serviços mais usados pelos brasileiros

Apesar de ser unanimidade entre os internautas, o número de contas de e-mail pode ser superado pelo total de usuários de redes sociais em alguns anos, de acordo com estudo da consultoria Radicati. Enquanto o número total de contas de e-mail deve crescer 32,2% até 2015, o número de contas de redes sociais deve crescer 62,5%. Segundo o estudo, ainda não será suficiente para superar o universo de e-mails: em 2015, o mundo terá 3,9 bilhões de perfis em redes sociais contra 4,1 bilhões de endereços de e-mail.

E-mail integra rede social (e vice-versa)

Para tentar manter os usuários mais tempo conectados, as empresas experimentam integrar e-mail, redes sociais e ferramentas de mensagens instantâneas no mesmo ambiente. A versão mais recente do Hotmail, por exemplo, permite que usuários conversem com amigos do MSN por meio do próprio navegador.

O Facebook, por sua vez, fez o caminho inverso das empresas que tentam tornar seus serviços mais sociais. A rede social criou uma ferramenta própria de e-mail como parte do recurso Mensagens, plataforma de comunicação que pretende livrar o usuário de escolher qual canal de comunicação (e-mail, SMS ou chat) usar para falar com os amigos.

Apesar de oferecer um endereço de e-mail @facebook.com, o Facebook nega que seja provedor de um serviço de e-mail. “O foco está em criar uma experiência de comunicação mais simples e rápida. A compatibilidade com e-mail é um recurso para permitir que usuários do Facebook se comuniquem com quem prefere usar o e-mail tradicional”, diz Kumiko Hidaka, gerente global de comunicação do Facebook.

5 mitos sobre redes sociais corporativas



É sempre interessante ver o progresso nas atitudes corporativas e na forma como os fornecedores respondem a essa atitude quando se trata de redes sociais empresariais. Após participar dos eventos Enterprise 2.0 Conference, da UBM TechWeb, nos últimos anos, além de cobrir redes sociais para empresas, desde o início, acompanhei muitas mudanças na forma como essas mídias são vistas e nos principais desafios na hora da adoção.

Parte do desafio é superar os mitos que vêm com a tecnologia. Esses mitos ou suposições surgem como motivos para as empresa não adotarem qualquer solução de rede social. No final das contas, não passam de desculpas. Na verdade, a maior parte das suposições que escuto de empresas está errada ou desatualizada – estiveram corretas um dia.

Então, quais são os principais mitos que cercam as redes sociais corporativas e sua adoção? Aqui está meu top 5:

1. A Geração Y entende, os mais velhos, não

Tenho certeza que você já ouviu esse comentário por aí diversas vezes, vindo de fornecedores de redes sociais, analistas e empresas pensando em adotar mídias sociais empresariais. Geralmente, acontece mais ou menos assim: ‘os jovens cresceram usando essas coisas, mas os mais velhos não compreendem e preferem manter e-mail e outros sistemas legados’.

Quando escuto isso, minha vontade é de perguntar: ‘você entrou no Facebook ultimamente?’. Eu dividi meus amigos em menos de 35 e mais de 35 anos e idade parece não importar na frequência com que eles usam a rede. Na verdade, alguns dos usuários mais assíduos e que aproveitam mais as funções do Facebook têm mais de 55 anos.

Eu não me preocuparia com usuários mais velhos ‘entendendo’ rede social. Dizem que existem evidências de que os mais jovens estão deixando o Facebook e outras redes sociais. Mas dizer que os mais jovens estão partindo para alguma coisa mais nova e mais legal e que não irão mais usar redes sociais corporativas também deve virar mito.

2. É como Facebook para sua empresa

Falando em Facebook, outro mito comum ou conceito equivocado é dizer que a rede social corporativa será como o Facebook, mas com um toque corporativo. É claro que existe alguma verdade nisso, já que muitas interfaces e funções são parecidas ou até declaradamente copiadas do Facebook. Mas são coisas completamente diferentes. Um vídeo de treinamento corporativo e The Hangout são vídeos de pessoas falando e fazendo coisas, mas ninguém vai dizer que são a mesma coisa.

Outro problema com as comparações com o Facebook é que pode levar a expectativas de uso irreais.

Sim, muita gente passa muito tempo no Facebook, vendo atualizações de amigos e postando suas próprias informações. Porém, se você espera esse nível de interação entre funcionários de sua empresa em sua rede social corporativa, com certeza, terá uma decepção.

As redes sociais corporativas são, simplesmente, o próximo passo em colaboração e comunicação corporativa e você deve esperar que ela seja usada da mesma forma. Usuários podem considerá-la ferramenta vital para manter contato com colegas, colaborar e saber o que se passa na empresa. Mas eles não vão usar da mesma forma como usam o Facebook.

3. Redes sociais corporativas precisam ser viciantes

Falando em sistemas que ocupam muito tempo do usuário, provavelmente, seu negócio já tem aplicativos e sistemas que os funcionários usam regularmente. Pode ser e-mail, intranet, Google Apps ou qualquer outro aplicativo corporativo ou interface. As chances são de que seus funcionários não irão abandonar essa interface para passar mais tempo na rede social da empresa.

Com sorte, eles não vão precisar. É verdade que até pouco tempo, muitos produtos ‘enterprise 2.0′ existiam como interface web separadas, mas muitos deles estão adotando métodos para facilitar a incorporação de suas interfaces e informações com outras ferramentas.

Dessa forma, usuários podem atualizar status, novos conteúdos e outras formas de comunicação pela rede social enquanto realizam o trabalho diário. A rede social não precisa ser viciante, mas precisa estar bem conectada.

4. Redes sociais não são seguras

Outra reclamação recorrente é que a empresa não pode adotar um desses sistemas porque eles não são seguros. A comunicação da empresa pode ser comprometida, arquivos sigilosos podem ser perdidos ou roubados e o cumprimento das regulamentações será impossível.

Todas essas preocupações são legítimas, mas não mais preocupantes do que para qualquer outro aplicativo corporativo, seja e-mail, gerenciamento de documentos ou CRM. A segurança de um produto depende do que ele oferece e de como a empresa o implanta, e não da categoria do produto em si.

Se olharmos para as ofertas de redes sociais corporativas atuais, veremos um bom conjunto básico de opções de segurança, como se encontra em qualquer produto corporativo. Incluindo login único, integração com diretórios e VPNs da empresa e a opção de rodar o produto dentro do firewall da companhia ou em modo SaaS.

Muitos produtos oferecem, também, controle mais refinado sobre comunicação e compartilhamento de arquivos que podem ajudar a rastrear como as informações são criadas e usadas, mas também garante que apenas pessoas autorizadas acessem as informações.

5. Os negócios não precisam de rede social corporativa

É verdade que nenhum negócio precisa de uma rede social, mas, provavelmente, é verdade, também, para 80% das tecnologias corporativas disponíveis hoje em dia. São poucos os produtos que as empresas realmente precisam. Mas isso não significa que as redes sociais corporativas não sejam úteis ou até essenciais para muitos negócios. Da mesma forma como as redes sociais públicas mudaram a forma como as pessoas se conectam e interagem, a rede social corporativa pode ter grande impacto na produtividade e colaboração do funcionário.

O conhecimento constante de tudo em que colegas e grupos trabalham, quais as questões-chave do dia na empresa e quem são os especialistas em certos assuntos pode ajudar e muito.

Mitos e suposições não vão definir o destino da rede social corporativa da sua empresa. No final, ter um bom plano de implantação e garantir que a rede seja desenhada para facilitar e agradar os usuários será um fator decisivo no sucesso de sua rede social e de sua empresa.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Aplicativo para Facebook roda em todos os telefones


Aplicativo para Facebook roda em todos os telefones. Se você tem um Smartphone com Android ou IOS, já desfruta a bastante tempo das maravilhas da internet móvel e seus aplicativos espertos. Entre os aplicativos, tenho certeza que você tem um lugar todo especial para o o Facebook, a maior rede social do mundo, e que provavelmente agrega todos os seus amigos, familiares, namorada e quem sabe, até o seu cachorro.
Certo?
Se você respondeu que não, provavelmente você tem um telefone mais simples e comum, não tão caro e que não roda aplicativos. E assim, você acaba ficando de fora de toda essa inclusão digital móvel.
Mas o Facebook pensou em você, e nos milhões de outros usuários que não possuem um aparelho top de linha! E agora a festa chegou também para o seu celular! Aliás, a mais de 2500 modelos diferentes!
O aplicativo é bem similarao disponível para iPhone e Android, porém, mais simples. Se você quiser instalá-lo, basta possuir um telefone que consiga instalar aplicativos em Java, linguagem mais comum de programação.
Se quiser acessar, entre na página www.facebook.com/FacebookMobile e veja como instalar. Mas lembre-se: você precisa de um pacote de dados para começar a se divertir!

A influência das mídias sociais

Na era das redes sociais estamos acostumados a receber uma avalanche de informações a todo instante e isso, cada dia mais, se torna algo normal e parte da rotina de cada um. Todos nós já clicamos num link recomendado por um amigo e passamos adiante alguma informação por nos identificarmos e por achar que valia a pena mais pessoas terem acesso, não é mesmo?

Muito além de permitir a socialização com amigos e de receber e propagar informações, as mídias sociais também se tornaram uma ponte entre muitas pessoas que jamais teriam a oportunidade de se conhecer pessoalmente se não fosse através deste meio. Quantos de nós conhecem a Lady Gaga pessoalmente? Ou então o presidente dos Estados Unidos ou até mesmo o Papa? Fazendo uma delimitação nacional: quantos de nós são amigos reais de pessoas como Ronaldo e Ivete Sangalo? O ex-jogador de futebol possui quase 2 milhões de seguidores no Twitter e a cantora possui mais de 3 milhões de pessoas que acompanham seus posts!

Qual é o tipo de influência que uma pessoa famosa exerce através das mídias sociais? Que tipo de informação alguém que possui tantos admiradores e seguidores pode propagar e fazer com que os outros absorvam? Recentemente, o apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, divagou sobre este assunto lançando um desafio àqueles que o seguem no Twitter – são cerca de 1 milhão e 700 mil pessoas. Ele quis testar seu poder de influência e ao mesmo tempo verificar se seus seguidores acatariam uma “ordem” sua de seguir uma pessoa escolhida aleatoriamente por ele. Funcionou: o perfil escolhido passou de 180 seguidores para 800 em cinco minutos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Facebook avança no Brasil e já é líder em 119 países

O Facebook, rede social online criada por Mark Zuckerberg, teve um crescimento de mais de 100% no Brasil nos últimos seis meses e já é o líder entre os sites de rede social em 119 países do mundo, segundo serviços de monitoramento de tráfego.
Um mapeamento do tráfego de sites de rede social feito pelo designer gráfico e especialista em mídias sociais italiano Vicenzo Cosenza, que analisou 134 países em todo o mundo entre 2009 e 2011, mostra que o site americano ganhou terreno nos últimos meses e caminha para a hegemonia global.

Nos últimos dois anos, além de dobrar o número de usuários no Brasil e ameaçar o último reduto do Orkut, o Facebook alcançou a liderança em 38 novos países. Atualmente, uma em cada nove pessoas utiliza o serviço no mundo.
"Em 2009, havia 17 redes sociais online entre as mais populares no mundo. Hoje, há somente 9. Sites com ambições globais como o MySpace e o Friendster foram destruídos pelo

Facebook, a adesão a ele foi impressionante", disse Cosenza à BBC Brasil. Segundo Cosenza, no final de 2009, o Facebook ultrapassou o Orkut na Índia, onde este era a rede social mais popular. E ele afirma que o mesmo deve acontecer no Brasil, último país onde o Orkut ainda é o site mais visitado do gênero, nos próximos meses.
De acordo com o Social Bakers, serviço de estatísticas do Facebook, o número de usuários brasileiros do serviço cresceu 133% nos últimos seis meses. Com 21 milhões de usuários, o Brasil se tornou o nono país do mundo e o primeiro país da América do Sul em presença no site, que já tem cerca de 750 milhões de usuários no mundo. Na América Latina, a rede social online já é líder em pelo menos 19 países.

Mas o crescimento do Facebook levanta questões entre analistas sobre o acúmulo de dados pessoais dos usuários em uma só plataforma, segundo o pesquisador Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar). "O risco que ele (o Facebook) oferece é diretamente proporcional à quantidade de oportunidades que está criando com esta facilitação de conexões", disse Meira à BBC Brasil.

Presença do Brasil
A adesão dos brasileiros ao Facebook é confirmada pela empresa de pesquisa de dados americana ComScore. Entre maio de 2010 e maio de 2011, o número de visitantes do site cresceu 172% no Brasil, contra somente 20% do Orkut.
A visualização de páginas do Facebook também cresceu 615% em um ano, enquanto no Orkut, elas caíram 9%. De acordo com o serviço de monitoramento de tráfego na internet Alexa, uma das fontes utilizadas por Vicenzo Cosenza em sua análise, o Facebook já é o terceiro site mais visitado no Brasil. O Orkut estaria em sétimo lugar.

No entanto, o serviço Google Trends e a comScore ainda registram o Orkut à frente do Facebook em visitas e pageviews no país. "Os serviços de monitoramento usam metodologias diferentes, mas o que temos que considerar é a tendência principal. Acredito que, nos próximos meses, o Facebook deverá superar o Orkut no Brasil. Observei o mesmo tipo de ascensão na Índia", disse Cosenza.
Atualmente, segundo o Alexa, o Facebook é o site mais visitado em 15 países, que incluem México, Argentina, Peru, Chile Egito e Grécia. Nos Estados Unidos e na maior parte da Europa, ele fica em 2º lugar, atrás do Google.

Segundo Gustavo Pereira, gerente de operações da Bites, consultoria especializada em redes sociais, o aumento do número de brasileiros no site criou uma demanda maior de ações publicitárias e anúncios no Facebook pelas empresas. "O Facebook está em uma curva ascendente e, por causa da maneira como é organizado, dá mais visibilidade a ações publicitárias do que o Orkut. O Orkut tem mais usuários do Brasil e é importante, mas tem uma estrutura mais engessada, que torna o trabalho das empresas mais difícil", disse Pereira à BBC Brasil.

Monopólio de informações
Silvio Meira diz que a evolução do Facebook, com uma oferta cada vez maior de aplicativos e serviços, explica a rápida escalada mundial do site, que já eliminou importantes concorrentes deste a sua criação, em 2004. "Eles evoluíram mais rápido do que todo mundo. Vaporizaram o MySpace numa capacidade nunca vista simplesmente porque souberam criar e desenvolver uma oferta que não existia antes", diz.
O MySpace, que chegou a ter 300 milhões de usuários e foi a rede mais popular do mundo antes do Facebook, foi uma das principais vítimas da migração de usuários e, consequentemente, de publicidade para o concorrente. Em 2005, o serviço foi comprado pela empresa NewsCorp., do magnata da comunicação Rupert Murdoch, por US$ 580 milhões (R$ 904 milhões). Mas a partir de 2008, o MySpace começou a sofrer o impacto do sucesso do Facebook. No início do mês de julho, com cerca de 70 milhões de usuários, o site foi vendido por US$ 35 milhões para uma empresa de publicidade.
Na última quarta-feira, Mark Zuckerberg anunciou seu novo serviço de vídeo chamadas, em associação com o Skype. A funcionalidade era um dos carros-chefe do concorrente Google+, o novo site de rede social do Google, que foi lançado na última semana.

Para Meira, os dados sobre o crescimento do Facebook no mundo indicam que ele está a caminho da hegemonia no mercado das redes sociais online. Isso pode dar à empresa, de acordo com o pesquisador, um controle sem precedentes de informações valiosas sobre os usuários. "O Facebook sabe as redes das quais eu participo e, mesmo sem invadir a minha rede explicitamente, consegue saber exatamente quem eu sou ao analisar as conexões com pessoas e serviços que eu faço dentro dele."
"O risco é que ele (o Facebook) se torne um verdadeiro monopólio não só de informações pessoais, mas das conexões entre as pessoas. Se isso acontecer, será preciso encontrar uma maneira de fazer com que as informações sobre o usuário sejam portáteis, para que ele possa levá-las para a rede social que quiser", afirmou o pesquisador

Redes Sociais. A nova arma das empresas

As estratégias empresariais nas redes sociais são predominantemente empíricas: um pequeno grupo inicia a experiência, depois outro e outro. É um processo isolado, não havendo ainda nem coordenação nem partilha de resultados. E muitas vezes, apesar de inicialmente haver uma estratégia clara, acaba por perder-se o foco.

A "Harvard Business Review" analisou as práticas e as estratégias de cerca de 1100 empresas internacionais, entrevistando 70 empresários. O estudo revelou diferentes resultados, dependendo da audácia e do tipo de objectivos pretendidos. As conclusões finais foram divididas em quatro grandes grupos: previsibilidade; criatividade; globalização e inovação.

Previsibilidade Este tipo de abordagem está limitado a uma área específica, como o contacto directo com o cliente. E é perfeito para empresas que jogam pelo seguro. A equipa responsável pela divulgação da Clorox''s nas redes sociais fez um brainstorming entre vários clientes e a empresa, com o objectivo de criar um novo molho para saladas. Para isso utilizou um quiz (um teste) com a pergunta "Estamos a trabalhar no produto x. Quais são as características que pretende incluir?" O cliente subia de nível à medida que ia sendo inovador. O resultado foi que num único dia a empresa encontrou os componentes de um novo molho para saladas através da contribuição de cinco opiniões, poupando dinheiro e, sobretudo, tempo.

Criatividade Neste caso, o principal objectivo é ouvir os empregados, utilizando as redes sociais Twitter e Facebook. A EMC, empresa de armazenamento de informação online, dá especial atenção à forma como os seus 40 mil funcionários usam as redes sociais, a partir da criação de uma plataforma interna experimental - o EMC/ONE. Libertou-se da dependência das redes externas, ajudando os funcionários a aprofundar conhecimentos sobre os projectos a que estavam agregados.

Len Devanna, director da equipa de estratégia social, defende que, através da criação de uma rede interna à imagem do Twitter e do Facebook, é possível cometer erros e corrigi-los antes de os produtos serem comercializados. Com a plataforma EMC/ONE foram poupados 40 milhões em fornecedores externos.

Globalização O movimento Fiesta, da Ford, ilustra bem este tipo de estratégia, que depende de uma estreita colaboração a vários níveis e inclui participações externas à empresa. A Ford seleccionou 100 candidatos através de um concurso online, tento em conta os indivíduos com o maior número de seguidores nas redes sociais. Estes conduziram um Ford durante seis meses. A única exigência era a de publicarem regularmente posts (comentários) descrevendo as suas experiências, fomentando a discussão e a promoção da marca. No final, cada participante tinha mais de 60 mil mensagens publicadas, que renderam milhões de cliques e 4,3 milhões de visualizações no YouTube. Esta campanha de 5 mil dólares (3,5 mil euros) proporcionou o relançamento do modelo Fiesta no mercado americano, obtendo o mesmo resultado de uma campanha tradicional de dezenas de milhões de dólares.

Inovação Esta abordagem permite às empresas melhorarem a forma como negoceiam. É aqui que a plataforma Cisco está inserida. O mais interessante é que se trata de um misto de YouTube e Facebook para empresas que facilitam a colaboração interna e externa e a descentralização de decisões. Pode-se partilhar vídeos de uma forma segura dentro da empresa, privilegiando a formação e possibilitando a videoconferência através de streaming (fluxo contínuo de informação). Além disso, existe interacção entre a lista de contactos da empresa e o Facebook de cada empregado, permitindo a partilha de informação entre equipas dispersas.