quinta-feira, 21 de julho de 2011

Google reconhece fracasso nas redes sociais

Três semanas depois do lançamento da Google+, a rede social que pretende fazer frente ao Facebook, o diretor executivo da Google, Eric Schmidt, reconheceu em entrevista à CNN que foi o facto da empresa ter descurado as relações sociais na rede, nomeadamente a personalização e ligação entre os diferentes utilizadores, que deu espaço ao fantástico crescimento do Facebook.

"Essencialmente, o que o Facebook fez foi descobrir uma forma de perceber quem é quem. Esse sistema está em falta na Internet como um todo. A Google deveria ter trabalhado nisso mais cedo", afirmou Eric Schmidt.

As declarações de Eric Schmidt surgem após ter sido substituído como presidente-executivo da Google, cargo que passou para co-fundador da empresa, Larry Page.

Schmidt considera que o maior foco no social da Google tem de ser concretizado tendo também em conta as mudanças tecnológicas em curso, nomeadamente a evolução dos telemóveis android que considera irem substituir os computadores tradicionais em grande parte das suas funções.

"A lição tem que ser apreendida em torno das novas tecnologias, precisamos de nos dirigirmos para este fenómeno muito rapidamente e ter em conta os pormenores. De outro modo, seremos deixados para trás", referiu Schmidt.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Publicidade: Facebook ameaça televisões e jornais

Muitos anunciantes estão a trocar os ecrãs de televisão e as páginas dos jornais pelo ecrã do computador, especialmente pelas páginas do Facebook. O preço para publicar um anúncio publicitário na rede social disparou à medida que grandes marcas procuram cada vez mais estar presentes neste mercado.

Segundo o «Financial Times», o «custo por click» de um anúncio publicado no Facebook cresceu 74% ao longo do último ano em quarto dos cinco maiores mercados de media, revela o relatório da TBG Digital, uma empresa de marketing independente especializada em meios de comunicação social.

O preço pago por cada mil «impressões» ou anúncios vistos, subiu 45% no segundo trimestre deste ano face ao homólogo nos EUA, Reino Unido, França e Alemanha.

Segundo o president executive da TBG, Simon Mansell, este é o maior aumento desde o Google. «A principal diferença é que isto está a ser motivado directamente pelo investimento das marcas e não por resposta directa. Isto representa um ponto de inflexão no mercado digital».

Também um estudo da Efficient Frontier, outra empresa de marketing digital, revela que o «custo por click» dos anúncios publicitários cresceu 22% no segundo trimester do ano face ao primeiro.

«No conjunto do ano, esperamos que o investimento em publicidade no Facebook cresça 80% face ao ano passado», afirmou Jonathan Beeston, director de marketing global da empresa.

De acordo com o responsável da TBG, longe vão os tempos em que o investimento publicitário na Internet era residual. Nos tempos que correm, os anunciantes estão mesmo a desviar verbas de outros suportes, como a televisão e os jornais, para não ficarem de fora do mundo digital.

Entre as apostas na publicidade online contam-se nomes de peso como a Coca-Cola, detentora da página publicitária mais popular do Facebook com mais de 32 milhões de fãs. Mas há também retalhistas, grupos dedicados ao entretenimento e marcas de automóvel.

Veja como será o iPhone 5, da Apple

A Apple deve anunciar o iPhone 5 em algum momento entre junho e setembro. Mas já podemos ter uma ideia das novidades que ele trará
Tradicionalmente, a Apple apresenta uma nova geração do iPhone todos os anos, durante sua conferência para desenvolvedores que acontece em junho, na Califórnia. Mas, neste ano, há dúvidas sobre a data do lançamento. O motivo é o terremoto no Japão, que teria prejudicado o fornecimento de alguns componentes fabricados naquele país.

De qualquer modo, mesmo que o novo iPhone atrase, o lançamento, ao menos nos Estados Unidos, não deve passar de outubro, para que a Apple possa aproveitar as vendas de fim de ano. Ainda não se sabe, com certeza, como será o novo celular. Mas há informações sobre ele, supostamente obtidas de fabricantes de componentes e outros parceiros da Apple, circulando na internet. 

Fonte: Eame.com.br

Um em cada dez animais de estimação tem redes sociais

Perfil do cão Beast

Um estudo realizado no Reino Unido chegou à conclusão que um em cada dez animais de estimação está no Facebook, Twitter ou YouTube. Segundo o jornal britânico Telegraph, a pesquisa ainda aponta que mais da metade de donos dos animais que moram no país partilha fotos dos seus animais nas redes sociais.

O aumento de perfis de animais de estimação em sites de relacionamento para humanos também tem acompanhado o crescimento de donos que registam os seus «pets» em redes sociais específicas para animais como Critter, Catster e Doggie Dating, que promove encontros «românticos» entre eles.

De acordo com o jornal, alguns destes sites têm arrecadado dinheiro para instituições de resgate e bem-estar dos animais. Um nova-iorquino, que possui um gato chamado Romeo, conseguiu 50 mil dólares em dois anos e, com isso, reuniu cerca de 10 mil seguidores numa das redes sociais.



Stephen Davies, especialista nestes fenómenos sociais, disse que ter animais de estimação nas redes não é tão peculiar quanto parece. «À medida que as redes sociais vão ganhando um papel cada vez mais importante nas nossas vidas, é natural que os nossos animais de estimação se tornem parte disso também», afirma, em entrevista para o jornal. «Usamos sites como Facebook e Twitter como uma extensão do nosso mundo real e quando pensamos nos nossos animais de estimação como parte da família, queremos envolvê-los também», concluiu.

Um dos animais que mais seguidores tem no Facebook é o cão de Mark Zuckerberg, chamado Beast. Já Boo, outro cão que é quase uma celebridade na Internet, tem cerca de 1,4 milhões de amigos.



Redes sociais: o que mudou na atuação online das empresas?

Desde a criação do Orkut em 2004, as redes sociais têm crescido de forma exponencial no Brasil e no mundo – recentemente, o Facebook atingiu a marca de 750 milhões de usuários. Do ponto de vista corporativo, as mídias sociais estão sendo utilizadas como um canal eficiente de relacionamento com o público, de propagação de mensagens relevantes e de esclarecimento de dúvidas. Independentemente do porte, todas as empresas podem e devem acompanhar essa movimentação para identificação de desejos dos consumidores, oportunidades e ameaças mercadológicas. Com as redes sociais, existe ainda a possibilidade de criar vínculos com esses consumidores, fidelizando clientes e demonstrando transparência da marca.

Um dos aspectos que mudou no mercado consumidor com as mídias sociais foi o poder de voz dos consumidores e, consequentemente, a visibilidade das reclamações sobre produtos e serviços. São usuários que expõem seus problemas e criticam a marca que não atenderam suas expectativas. Por outro lado, empresas com boa visão estratégica aproveitam a oportunidade para dialogar, resolvendo problemas, criando vínculos e transformando possíveis crises de imagem em um fortalecimento institucional.

Apesar de os cases com protestos tomarem muito mais espaço na mídia, diversas empresas têm conquistado consumidores nas redes sociais por suas atuações inovadoras e criativas. Uma caso, por exemplo, foi a Palm. Precisando aumentar as vendas do aparelho smartphone desenvolveu um aplicativo para o Facebook, em que os usuários realizavam um cadastro e recebiam notícias e promoções do produto. Foi enviado mensagem para cerca de 70 mil usuários cadastrados e, em apenas 3 horas, mais de 3 mil já haviam lido as mensagens. A velocidade de propagação, portanto, se dá nos dois casos, tanto nos negativos quanto nos positivos.

Outra oportunidade que surgiu com o crescimento das redes sociais foi a possibilidade de monitorar as conversas dos internautas, a fim de antecipar tendências e avaliar como está o seu nicho de mercado. Medir o que o consumidor fala sobre a concorrência ou mesmo empresas de outros segmentos permite a compreensão da audiência, fundamentando a sobrevivência a um mercado com clientes cada vez menos fiéis e cada vez mais ávidos por empresas transparentes e socialmente responsáveis.

Acima de tudo, no mundo 2.0, para se destacar é preciso ser relevante. Os usuários querem ter seus problemas e dúvidas sanados e essa é uma grande oportunidade para as empresas demonstrarem seu know how no segmento. A divulgação de conteúdo de maneira adequada a cada plataforma, com linguagem específica para o público-alvo, é uma excelente estratégia de posicionamento. Desta forma, o conteúdo compartilhado poderá ser propagado fortalecendo a imagem da marca como referência para o mercado de atuação e estreitando seus laços com seus consumidores.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Como montar uma estratégia de vendas nas redes sociais?

Com a popularização da internet no começo da década de 2000, parecia que a última fronteira para qualquer empresa seria a criação de uma loja on-line e o início de uma estratégia de e-commerce. Só que outro fenômeno surgiu e conquistou a atenção dos usuários: as mídias sociais. Ficou provado que, mais que um instrumento, a internet é uma comunidade. E que, para conquistá-la, é preciso usar as ferramentas certas. “O conceito de mídias sociais precede a própria internet”, diz Ludovino Lopes, vice-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). “Mas a web amplificou o seu significado, trazendo a possibilidade de interação e colaboração.”

Hoje, não basta apenas vender, é preciso vender socialmente, praticando o que ficou conhecido como social commerce. “Esse comércio é feito de usuário para usuário”, diz Thiago Nascimento, fundador do Bloompa, plataforma social de compras. “A venda é resultado dessa interação: a empresa entra apenas como estímulo.” Mídias como o Facebook e o Twitter funcionam não só para aumentar as vendas, mas também para cativar e fidelizar clientes. Segundo Lopes, o boom das redes levou muitos negócios a usarem esses canais de forma pragmática e fria, visando somente o incremento da receita. “É preciso ultrapassar essa primeira fase, agregar valor, passar um conteúdo de relevância. Essa é a mágica da mídia social. O discurso só de venda provoca uma resposta morna”, afirma.

Seja qual for o uso das redes, a verdade é que a relação mais humanizada com os usuários pode, sim, converter-se em retorno financeiro. Na opinião de Danilo Alvarenga, diretor técnico da empresa americana de soluções em e-commerce 3dcart, o uso sistemático do Twitter e do Facebook pode levar a um crescimento de até 34% no tráfego do site de vendas da empresa.

Mas não se engane com os números animadores: antes de colocar seu empreendimento nas mídias sociais, dedique algum tempo ao planejamento e à organização do conteúdo. “Quando se publica qualquer coisa nas redes sociais, a primeira impressão é a que fica. Então tenha certeza de que a casa está arrumada antes de abrir as portas”, afirma Alvarenga. Ou seja, pesquise quais mídias funcionam para seu negócio, conheça o público que você quer atingir e defina como vai interagir com ele. A seguir, boas ações de social commerce que podem ser postas em prática para aumentar as vendas.




APOSTE NO VISUALYOUTUBE
Ter um perfil na rede de compartilhamento de vídeos pode ser útil se a empresa tiver capital para investir nesse tipo de produção. “Os vídeos têm grande impacto sobre os usuários e podem se tornar virais facilmente”, afirma Ludovino Lopes, vice-presidente da camara-e.net. Faz parte da estratégia deixar na descrição do vídeo um link que direcione o usuário ao produto anunciado, para estimular a finalização da compra. Os posts no Youtube também servem como apresentação para o consumidor conhecer o dia a dia da empresa, humanizando mais a relação entre os dois.

FLICKR
Essa rede de compartilhamento de fotos pode ser útil para provocar o interesse dos consumidores: o método mais utilizado é postar imagens de novos produtos. Propagada pelo Twitter, a estratégia de “teaser” pode alimentar a vontade de comprar até que o lançamento seja feito. Como o Youtube, também pode ser utilizado para mostrar a rotina da empresa, aproximando o consumidor.