terça-feira, 3 de julho de 2012

Comissão debate publicidade de produtos para crianças

 
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática promove hoje audiência pública para debater o Projeto de Lei 5921/01, do deputado licenciado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que proíbe a publicidade destinada a vender produtos infantis.

A proibição irrestrita foi aprovada pela Comissão de Defesa do Consumidor, porém rejeitada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio – o texto aprovado nesse colegiado classifica como abusiva a propaganda com potencial de incitar o consumo excesso, mas não proíbe os anúncios voltados ao público infantil. Desde 2010, o projeto aguarda análise da Comissão de Ciência e Tecnologia.

A iniciativa do debate é dos deputados Salvador Zimbaldi (PDT-SP) e Júlio Campos (DEM-MT). Zimbaldi ressalta que há grande divergência de opiniões sobre o assunto e, por isso, “é tão importante ouvir especialistas e autoridades”.

A organização não governamental Instituto Alana liderou uma campanha em favor da vedação de qualquer tipo de publicidade dirigida a menores de 12 anos. A entidade defende que a propaganda de artigos destinados ao público infantil deveria ser realizada com foco nos pais ou responsáveis, pois eles possuem maiores condições de discernimento.

Já as emissoras de rádio e televisão avaliam que as normas existentes (como o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária e o Estatuto da Criança e do Adolescente) são suficientes para regular os anúncios voltados a meninos e meninas. Para essas empresas, proibir irrestritamente a propaganda viola o princípio da liberdade de expressão.

Como transformar despesas de marketing em investimento

 

Em momentos de margens apertadas e competitividade cada vez mais acirrada, falar em despesa em qualquer tipo de negócio é tirar o humor do dono da empresa pelo resto do dia. Mesmo os gastos com tecnologia, vital para a operação, e com ações de marketing – para alavancar a força de vendas – estão em momento de revisão ou até mesmo à beira de serem suspensos.



A ordem é economizar a todo custo,... mas... e como ficam as necessidades vitais para manter o negócio operando normalmente, atendendo bem seus clientes? E as ações táticas essenciais para o apoio às equipes de vendas, como comunicação e propaganda, promoções, incentivos, eventos e novos lançamentos?

As empresas de sucesso, que ignoram crises e alavancam os seus resultados com planos consistentes, fazem uma coisa que a maioria não faz. Elas testam e medem cada ação, cada centavo gasto, de modo que ao final de um período conseguem dimensionar o resultado obtido com cada centavo investido. Daí as despesas com marketing e ações de apoio às vendas deixam de ser “gasto” puro e simples e tornam-se investimento. Afinal, os indicadores que apontam o incremento no número de clientes e no faturamento estimulam os empresários a fazerem novos aportes financeiros a vendas e marketing, conscientes de que estão de fato investindo para multiplicar os seus resultados.
Medindo os investimentos em marketing e vendas
Nenhum centavo jamais deverá ser investido em ações de marketing e promoções sem que antes a empresa conheça todos os seus números vitais à sua sobrevivência. Em geral, as empresas sabem quantos clientes possuem, qual o montante de vendas totais mês a mês e o lucro bruto. Mas esses são apenas resultados ou conseqüências. As causas que geram esses três resultados também precisam ser medidas e comparadas mês a mês e o pleno conhecimento delas pode determinar o sucesso da empresa. Quatro são as causas que provocam os resultados da área comercial e que qualquer tipo de negócio deveria medí-las mensalmente, em caráter permanente, para conhecer o grau de eficiência da força de vendas. São elas:
NÚMERO DE PROSPETCS OU CLIENTES POTENCIAIS
TAXA DE CONVERSÃO
NÚMERO DE TRANSAÇÕES POR CLIENTE
MÉDIA DE VENDA
O número de prospects representa o universo de clientes potenciais alvo das ações de marketing (comunicação, propaganda, promoções, telemarketing etc) e da área comercial para abordagem, visitas e entrevista de venda. Os prospects são alvo das ações de relacionamento e comunicação até que se inteirem do produto ou serviço e no momento apropriado acabam se dispondo a comprar.
Do total de prospects apenas uma parcela irá se converter em cliente. Essa parcela é representada na forma percentual em relação ao total de prospects alvo das ações de marketing e vendas e é chamada de taxa de conversão. Quanto maior a taxa de conversão, maior o número de clientes conquistados mês a mês. A eficiência da área comercial se mede pela capacidade de converter prospects em clientes.
O número de transações é a quantidade de vezes que um cliente compra da empresa ao longo do tempo (ao mês ou ao ano, por exemplo). Quanto mais transações um cliente realiza, maiores os resultados da empresa com esse mesmo cliente. A quantidade de transações é também um indicador da satisfação do cliente em relação à empresa com quem faz negócios. Para apurar a quantidade de transações, basta dividir o total de faturas emitidas pela empresa ao longo de determinado período pelo número de clientes ativos.
A média de venda ou ticket médio é o montante médio em R$ que cada cliente compra da empresa. Dividindo-se o total de faturamento pela quantidade de clientes, tem-se a venda média por cliente.
Para medir a eficiência da área comercial, basta acompanhar mês a mês os indicadores de PROSPECTS, TAXA DE CONVERSÃO, NÚMERO DE TRANSAÇÕES e MÉDIA DE VENDA. Um simples incremento de 10% em cada um desses 4 caminhos significa o aumento de 21% no número de clientes e de 46% nas vendas. Qual dono de negócio que não gostaria desse crescimento nos seus indicadores comerciais? A questão é identificar quais ações devem ser implementadas para esse aumento tão sonhado na quantidade de clientes e nas vendas totais.
A gestão eficiente de vendas supõe que os indicadores das quatro causas ou caminhos para mais clientes e maior faturamento deve sempre aumentar. Se os gestores de vendas e marketing testam ações, medem resultados e comparam o histórico dos seus principais indicadores, definitivamente podemos transformar despesas de marketing e vendas em investimento. Se os resultados apurados justificarem os investimentos na forma de mais clientes e mais vendas, não há dono de negócio que se recuse a investir em ações planejadas e sincronizadas. Essa visão de marketing e vendas nunca foi tão necessária e essencial para a sobrevivência das empresas.
O próximo artigo da série semanal irá discorrer sobre o tema “Luz amarela para micro e pequenas empresas. Planejar é a saída”.
O autor representa a ActionCOACH no Brasil – a empresa no. 1 no mundo em Coaching Empresarial, presente em 35 países.
Fonte: segs.com.br





 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Twitter lança seu primeiro comercial na TV em parceria com a Nascar

Durante a transmissão da corrida da NASCAR em Pocono, nos Estados Unidos, no último domingo (10), o Twitter fez sua primeira inserção de um comercial na TV. A campanha é uma parceria entre a rede social com a NASCAR. As imagens mostram os bastidores da corrida dizendo que pelo site o usuário fica por dentro dos mínimos detalhes da corrida.
'Veja o que ele vê', um dos slogans da campanha (Foto: Reprodução/ YouTube)'Veja o que ele vê', um dos slogans da campanha do Twitter (Foto: Reprodução/ YouTube)
Foram produzidos diversos comerciais de 15 segundos mostrando coisas que a TV não transmite, como por exemplo, um conversa de dirigentes de equipe ou o piloto Brad Keselowski sentado em seu carro tirando um foto no seu smartphone. Além dos comerciais, alguns tuítes selecionados aparecem ao vivo na TV.
A campanha foi feita para incentivar os espectadores a acompanharem as corridas também através do Twitter, onde foi criada uma hashtag especialmente para os fãs do esporte. A #NASCAR funciona como uma nova forma de consumir o conteúdo gerado pelos usuários da rede, mostrando detalhes e comentários diferentes dos transmitidos pelo canal de TV.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Redes sociais serão fundamentais para convencer eleitores mexicanos indecisos


As redes sociais terão um papel decisivo na escolha do próximo presidente mexicano no dia 1º de julho, já que contribuirão para que os indecisos definam seu voto, disseram nesta sexta-feira vários analistas políticos ouvidos pela Agência Efe.

Representando cerca de 20% do eleitorado, os indecisos "podem mudar esta eleição, e por isso as redes sociais influirão porque, apesar de não ajudarem a chamar as pessoas a votar, as convencem sobre em quem votar", disse à Efe o analista Javier Murillo.

Com o Instituto Federal Eleitoral (IFE) controlando os tempos publicitários no rádio e na televisão, a internet se transformou em um campo aberto que os candidatos utilizam para atrair eleitores.

Segundo Murillo, que nos últimos meses se dedicou a analisar como as redes influem na campanha, alguns candidatos contam com uma equipe de até 50 pessoas que trabalham apenas nas redes sociais.

"É um feito e tanto que os candidatos tenham muitas pessoas pagas no Twitter, só para fazer propaganda", afirmou o analista político, que considera que os candidatos dedicam de 10 a 20% de seu orçamento de campanha para o segmento online.

Os candidatos presidenciais Enrique Peña Nieto, Andrés Manuel López Obrador, Josefina Vázquez Mota e Gabriel Quadri têm perfis nas redes mais populares, como Twitter, Facebook e YouTube, onde publicam mensagens com frequência.

Em seu canal no YouTube, Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI) e favorito nas pesquisas, e Vázquez Mota, do governante Ação Nacional (PAN) e terceira colocada nas últimas pesquisas de opinião, são os mais ativos. Eles postam vídeos com suas propostas eleitorais e detalhes de suas campanhas ou mesmo da vida pessoal. Respectivamente, têm 10 e 3 milhões de visitas.

O esquerdista López Obrador, segundo nas pesquisas, utiliza o YouTube em menor medida, pelo canal do Movimento de Regeneração Nacional (Morena), e Quadri, do pequeno partido Nova Aliança (Panal), também o usa para apresentar suas propostas, apesar de só ter 150 mil visitas. No Twitter, a conservadora Vázquez Mota é a que tem mais seguidores - mais de 800 mil -, seguida por Peña Nieto (mais de 750 mil), López Obrador (cerca de 600 mil) e Quadri (menos de 200 mil).

"Não é porque escrevam mais mensagens que vão atrair mais votos, mas se tiverem uma atitude de abertura, de não confronto e diálogo, pode significar que tenham mais seguidores que sejam ativos a seu favor e decidam sobre sua candidatura", explicou Murillo.

Em 23 de maio, dia da primeira grande manifestação do movimento estudantil "Eu sou 132", vários cartazes diziam: "Bem-vindos ao quinto poder, as redes sociais".

Com a rede como veículo, surgiu poucos dias antes um movimento de jovens que muitos qualificam como o mais interessante desta campanha e o único que pode dar uma reviravolta no pleito, que segundo as pesquisas será ganho pelo PRI, ininterruptamente no poder de 1929 a 2000.

Para Murillo, o nascimento deste movimento ocorreu após um "erro estratégico e de controle de circunstâncias" da equipe de Peña Nieto, que insultou os estudantes que vaiaram o candidato em uma visita a uma universidade e negou a situação, ao invés de reconhecê-la e se desculpar.

"A possibilidade de que haja desinformação é cada vez mais remota porque a verdade do que ocorre nos eventos de campanha se movimenta através das redes sociais", disse Murillo.

Embora Peña Nieto seja o candidato que mais volume de comentários e de seguidores tem nas redes, o analista disse que o movimento está favorecendo López Obrador.

Porém, segundo Francisco Abundis, da empresa de pesquisas Parametría, o impacto do movimento não será sobre os jovens, mas sobre outros segmentos sociais.

Embora acredite-se que o esquerdista "está atraindo os jovens", quem tem mais peso entre os universitários, que representam apenas 10% do eleitorado, é Quadri, depois Vázquez Mota, Peña Nieto e, por último, López Obrador, detalhou.

Na opinião do analista Martín Aceves, é López Obrador quem faz "um bom trabalho" nas redes sociais, porque nelas "se nota muito mais pessoal e direto", e todos acham que ele é quem escreve.

"E a credibilidade é muito importante nas redes sociais", afirmou Aceves, para quem a estratégia de Peña Nieto e Vázquez Mota é fazer mensagens mais elaboradas.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Investimentos em publicidade na internet devem crescer 39% no Brasil e chegar a R$ 4,65 bi neste ano



Os investimentos em publicidade previstos para o marcado de internet devem crescer 39,1% no Brasil neste ano em relação ao ano passado e atingir um faturamento total de R$ 4,65 bilhões, segundo estimativa do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau) divulgada nesta terça-feira (24).

O crescimento faz com que a internet se consolide como o segundo meio de comunicação mais importante para investimentos de publicidade - como já era previsto pelo IAB Brasil - com 13,7% de participação no "bolo" publicitário - no ano anterior chegou a 11%. A maior participação é da TV aberta, seguida pela internet, que já está à frente de meios tradicionais como jornal, revista, rádio e TV paga.

Fabio Coelho, presidente do IAB Brasil, diz que o País chegou a um nível em que a quantidade de internautas e a demanda por publicidade digital, especialmente na internet, permitem um crescimento bastante promissor no que se refere aos investimentos.

— No ano passado, o mercado digital cresceu um pouco mais do que as nossas estimativas, e com a atual força da internet no Brasil, isso deve se repetir. A internet continuará crescendo, numa velocidade quatro vezes mais rápida que o mercado total de publicidade.

De acordo com dados divulgados neste mês pelo Ibope Nielsen Online, o Brasil tem atualmente cerca de 80 milhões de internautas.

As estimativas do IAB são feitas a partir de pesquisas com agências de publicidade e anunciantes. Essas projeções levam em conta anúncios que são feitos em portais, por exemplo, bem como em serviços de busca.

O IAB Brasil é uma associação que tem como objetivo desenvolver o mercado de mídia interativa no Brasil. A entidade conta atualmente com 161 filiados, entre sites e portais, empresas de tecnologia, agências e desenvolvedoras web.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Publicidade direcionada na web conflita com privacidade do usuário



Se você "curte" alguma coisa no Facebook ou lê um jornal online, talvez uma dúzia de empresas estejam acumulando dados sobre seus gostos, hábitos e descobrindo se você é homem ou mulher, gay ou heterossexual, velho ou jovem.

Dados do usuário em redes sociais são usados para direcionar a melhor publicidade
Seus objetivos não são maléficos. Só querem fornecer ao consumidor exatamente aquilo que ele deseja - um tema permanente para as empresas. O dilema dessas companhias, agora que as autoridades regulatórias começam a contestar seu comportamento, é como atender aos consumidores e ao mesmo tempo satisfazer suas necessidades de informação quando os usuários preferem não ser incomodados.

Existem milhares de companhias de análise de dados de audiência, especialistas em posicionamento de conteúdo e publicidade, corretores de anúncios, bolsas de espaço publicitário e serviços semelhantes, que recolhem dados e vendem serviços para grandes marcas, a preços de até cinco mil euros por vez; as grandes marcas, de sua parte, utilizam os dados para adquirir publicidade em sites que seus potenciais clientes talvez frequentem.

Você só vai saber que essas empresas de coleta de dados estão operando se for leitor das letrinhas miúdas de contratos de serviço.

O New York Times revela nesse tipo de documento que emprega os serviços da WebTrends e Audience Science para interpretar os interesses de seus leitores, e o jornal britânico Guardian diz que paga a Criteo e QuantCast, entre outros, para fazer a mesma coisa.

Ocasionalmente um site consegue vender um anúncio a um hotel de luxo, por exemplo, três segundos depois de saber que uma pessoa que gosta de passar temporadas em spas está visitando o site. O site fatura quando seus visitantes clicam nesses anúncios. É o que sustenta boa parte dos sites.

"Sem publicidade direcionada, os sites não sobreviverão", disse Kimon Zorbas, do Internet Advertising Bureau, um grupo de lobby das companhias de publicidade online, em Bruxelas.

Mas agora as autoridades regulatórias querem deter esse tipo de prática. Estados Unidos e União Europeia afirmam querer que as pessoas tenham escolha entre permitir ou não coleta de dados, mas divergem sobre o grau de escolha oferecido aos usuários.

Os europeus, por exemplo, desejam que as companhias obtenham consentimento expresso para a coleta de dados, e os norte-americanos preferem que a iniciativa de permitir ou negar coleta de dados venha do consumidor.

Enquanto isso, as companhias que dependem da Web para uma parte significante de seu negócio ficam aguardando como serão as novas regras de privacidade.